
Em fevereiro, taxa para pessoa física subiu 0,3 ponto, para 45,4% ao ano. Taxa média de todas operações (empresas e pessoas físicas) avançou.
Os juros cobrados pelos bancos em suas operações de crédito com pessoas físicas ficaram maiores pelo segundo mês consecutivo em fevereiro deste ano, atingindo 45,4% ao ano, informou o Banco Central nesta terça-feira (27). Em janeiro, a taxa média estava em 45,1% ao ano.
O aumento dos juros bancários acontece, novamente, na contramão da queda do custo que as instituições financeiras têm para captar os recursos – que passou, no caso das operações com pessoas físicas, de 10,2% em janeiro para 9,6% em fevereiro. O recuo do custo de captação acontece em um momento de corte dos juros básicos da economia – atualmente em 9,75% ao ano.
A elevação dos juros bancários nas operações com pessoas físicas também é registrada em um momento de inadimplência um pouco mais elevada. As operações com atraso acima de 90 dias, dos bancos com pessoas físicas, permaneceu estável em 7,6% ao ano - maior valor desde dezembro de 2009.
'Spread' bancário
Com o aumento dos juros em fevereiro e queda do custo de captação dos bancos, subiu novamente o chamado "spread" bancário (a diferença entre o que o banco "paga" para captar dinheiro e o que ele "recebe" pelos empréstimos). O "spread" bancário das linhas de crédito dos bancos com recursos livres passou de 27,8 pontos em janeiro para 28,4 pontos em fevereiro deste ano.
O "spread" bancário é composto pelo lucro das instituições financeiras, pela taxa de inadimplência, pelos tributos e custos administrativos. Segundo economistas, no Brasil, é um dos mais elevados do mundo.
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