
Indicador de solidez, capital próprio de Itaú, Bradesco, BB e CEF cresce 3 vezes mais que o dos 30 maiores bancos do mundo Combinação de real forte, lucros altos e regras especiais do BC na crise contribui para o desempenho Importante indicador de solidez, o capital próprio de Itaú, Bradesco, BB (Banco do Brasil) e CEF (Caixa Econômica Federal) aumentou em média 68% em 2009.Esse crescimento foi mais do que três vezes superior à expansão média de 14,5% dos 30 maiores bancos do mundo ordenados pelo valor de seu capital próprio.O capital próprio (que é principalmente o dinheiro dos acionistas de um banco) é uma medida da capacidade de uma instituição financeira de realizar empréstimos e resistir a choques.Os dados que revelam o forte aumento do capital próprio dos bancos brasileiros são da revista britânica "The Banker", respeitada fonte de dados do setor bancário.A "Banker" publica anualmente um ranking dos 5,000 maiores bancos do mundo, de acordo com o valor de seu capital próprio (também conhecido como "capital de nível um").Segundo o último ranking, que compara dados de dezembro de 2009 com o fim de 2008, o Banco do Brasil foi a instituição brasileira que teve o maior aumento de seu capital próprio (76,7%).O banco deu um salto expressivo em sua colocação, passando do 93º para o 45º lugar, com capital próprio de US$ 23,6 bilhões.A CEF passou do 179º para o 114º posto. O Bradesco, do 45º para o 40º lugar.E o Itaú, que já era o banco brasileiro mais bem colocado, ficou estável na 33ª posição, com US$ 33,2 bilhões.REAL FORTE AJUDOUA combinação de real forte, lucros altos e regras especiais do Banco Central durante a crise global contribuiu para o desempenho dos bancos brasileiros.O real esteve entre as moedas que mais se valorizaram no ano passado, com alta de 26% entre o fim de 2008 e de 2009. Isso explicou em boa medida o forte crescimento do capital próprio dos bancos brasileiros em dólares.Mas, mesmo descontando a valorização da moeda, segundo cálculos da Folha, o aumento médio do capital próprio dos quatro bancos brasileiros ainda foi elevado, próximo a 25%.Percentual ainda bem acima da alta mediana (média que desconta variações bruscas) de 14,5% do capital próprio dos 30 bancos mais bem colocados para os quais havia dados disponíveis.LUCROS ALTOSSegundo Domingos Figueiredo de Abreu, vice-presidente do Bradesco, descontado o efeito da valorização do real, o aumento do capital próprio do banco em 2009 é explicado principalmente pela transformação de parte do lucro em capital.A parcela do lucro que não é distribuída aos acionistas vira capita próprio."Os bons resultados dos bancos brasileiros mesmo durante a crise contribuíram para o aumento significativo do capital próprio", diz Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating.Segundo informações dadas por Bradesco, CEF e BB à Folha, o Banco Central permitiu aos bancos em 2009, devido à crise global, considerar provisões adicionais contra calote como capital próprio, contribuindo -ainda que não significativamente- para o aumento do indicador. Essa resolução expirou em abril deste ano.As aquisições do IBI pelo Bradesco e da Nossa Caixa e do Banco Votorantim pelo BB também tiveram impacto positivo modesto no aumento de capital próprio dos bancos em 2009.Procurado pela Folha, o Itaú Unibanco não concedeu entrevista. Fonte: Folha de São Paulo
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