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O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal da Bancoop. Quebrou-se também o sigilo de um fundo de investimento criado pela cooperativa habitacional em 2004. Deve-se a informação ao repórter Flávio Ferreira. Em notícia levada às páginas da Folha, ele informa: 1. A quebra dos sigilos da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo e do fundo criado pela entidade foi requerida pela Polícia Federal. 2. Deu-se no âmbito de um inquérito aberto pela PF no ano de 2008. É conduzido pelo delegado Pedro Henrique Maia. 3. No centro da investigação está o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), criado pela Bancoop há seis anos. 4. Apura-se a suspeita de gestão fraudulenta. Os principais cotistas eram fundos de pensão de empresas estatais. 5. A Funcef, que gere a caixa de aposentadoria dos funcionários da Caixa Econômica Federal, aportou no fundo da Bancoop R$ 11,2 milhões. 6. A Petros, fundação que gere o fundo previdenciário dos servidores da Petrobras, entrou com R$ 10 milhões. 7. A Previ, caixa de previdência dos servidores do Banco do Brasil, aplicou R$ 5 milhões. 8. O fundo da Bancoop, revelou-se, em 2008, um investimento de alto risco. A cooperativa já era alvo de investigação da Promotoria de SP. Suspeitava-se, desde então, que a cooperativa desviara verbas recolhidas de associados para dirigentes petistas e para o caixa dois de campanhas do PT. 9. Há oito meses, em agosto de 2009, a Bancoop promoveu uma reunião dos cotistas de seu fundo. Propôs um acordo. 10. Os fundos de pensão das estatais e outros investidores aceitaram zerar suas posições na carteira do fundo da Bancoop. 11. Retiraram-se do negócio levando metade da rentabilidade que estimaram receber ao entrar. Em vez de 12,5%, só 6% ao ano, mais a variação da inflação. 12. Procurados, Funcef, Petros e Previ negaram a existência de irregularidades na relação com a Bancoop. 13. Os fundões das estatais alegam que o acordo celebrado com a cooperativa ligada ao petismo não resultou em prejuízos. O percentual obtido (6% ao ano mais correção pelo IPC) situa-se dentro da faixa mínima de lucratividade que os fundos das estatais se autoimpõem. 14. Ouvida, a assessoria da Bancoop informou que a entidade não se manifestaria sobre a decisão do juiz De Sanctis. 15. A corretora Planner, contratada como gestora do fundo da Bancoop, também não quis se pronunciar. Disse que ainda não foi notificada da decisão judicial. 16. A Bancoop era geridada até dois meses atrás pelo petista João Vaccari Neto. Ele deixou a presidência da entidade para assumir a tesouraria do PT federal. 17. Vaccari sempre negou a existência de malfeitos na Bancoop. Diz que as acusações contra a cooperativa têm motivação eleitoral e visam desgastar o PT. 18. Do outro lado do balcão, há cooperados que pagaram por imóveis que a Bancoop jamais entregou. Daí as investigações. Fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
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