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De Sanctis quebra sigilo bancário e fiscal da Bancoop

20/04/2010 às 00:00
http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
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Patricia Stavis/Folha

  O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal da Bancoop.   Quebrou-se também o sigilo de um fundo de investimento criado pela cooperativa habitacional em 2004.   Deve-se a informação ao repórter Flávio Ferreira. Em notícia levada às páginas da Folha, ele informa:   1. A quebra dos sigilos da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo e do fundo criado pela entidade foi requerida pela Polícia Federal.   2. Deu-se no âmbito de um inquérito aberto pela PF no ano de 2008. É conduzido pelo delegado Pedro Henrique Maia.   3. No centro da investigação está o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), criado pela Bancoop há seis anos.   4. Apura-se a suspeita de gestão fraudulenta. Os principais cotistas eram fundos de pensão de empresas estatais.   5. A Funcef, que gere a caixa de aposentadoria dos funcionários da Caixa Econômica Federal, aportou no fundo da Bancoop R$ 11,2 milhões.   6. A Petros, fundação que gere o fundo previdenciário dos servidores da Petrobras, entrou com R$ 10 milhões.   7. A Previ, caixa de previdência dos servidores do Banco do Brasil, aplicou R$ 5 milhões.   8. O fundo da Bancoop, revelou-se, em 2008, um investimento de alto risco. A cooperativa já era alvo de investigação da Promotoria de SP. Suspeitava-se, desde então, que a cooperativa desviara verbas recolhidas de associados para dirigentes petistas e para o caixa dois de campanhas do PT.   9. Há oito meses, em agosto de 2009, a Bancoop promoveu uma reunião dos cotistas de seu fundo. Propôs um acordo.   10. Os fundos de pensão das estatais e outros investidores aceitaram zerar suas posições na carteira do fundo da Bancoop.   11. Retiraram-se do negócio levando metade da rentabilidade que estimaram receber ao entrar. Em vez de 12,5%, só 6% ao ano, mais a variação da inflação.   12. Procurados, Funcef, Petros e Previ negaram a existência de irregularidades na relação com a Bancoop.   13. Os fundões das estatais alegam que o acordo celebrado com a cooperativa ligada ao petismo não resultou em prejuízos. O percentual obtido (6% ao ano mais correção pelo IPC) situa-se dentro da faixa mínima de lucratividade que os fundos das estatais se autoimpõem.   14. Ouvida, a assessoria da Bancoop informou que a entidade não se manifestaria sobre a decisão do juiz De Sanctis.   15. A corretora Planner, contratada como gestora do fundo da Bancoop, também não quis se pronunciar. Disse que ainda não foi notificada da decisão judicial.   16. A Bancoop era geridada até dois meses atrás pelo petista João Vaccari Neto. Ele deixou a presidência da entidade para assumir a tesouraria do PT federal.   17. Vaccari sempre negou a existência de malfeitos na Bancoop. Diz que as acusações contra a cooperativa têm motivação eleitoral e visam desgastar o PT.   18. Do outro lado do balcão, há cooperados que pagaram por imóveis que a Bancoop jamais entregou. Daí as investigações.   Fonte: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/  

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