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DESTAQUE / ECONOMIA

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Redução dos juros: enfrentar, de fato, o lucro dos banqueiros!

Mais uma vez, Dilma mostra não querer se enfrentar com o sistema financeiro, que financiou sua campanha eleitoral.

14/05/2012 às 12:30
MNOB/CSP-Conlutas
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Muito tem se falado nas últimas semanas na “tensão” entre o governo e os bancos, por conta da questão dos juros. A CONTRAF/CUT imediatamente divulgou muitos elogios ao Governo Dilma, em função da redução de juros nos bancos públicos. Mas, as medidas de Dilma nem de longe resolvem os nossos problemas.
 
Em primeiro lugar, os trabalhadores não sentiram no bolso essa redução. BB e Caixa estabelecem uma série de condições para que se desfrute de reduções muito pequenas. Continuam expulsando os pequenos correntistas das agências para os correspondentes bancários e oferecendo taxas menores centralmente aos clientes de alta renda e com “fidelização”.
 
Na verdade, essa redução do spread foi inexpressiva. O Brasil continua proporcionando o maior lucro do mundo aos bancos, que detêm, diretamente, 29,61% dos títulos da dívida pública, sustentados em juros internos altíssimos.
 
Como o governo utiliza quase metade do seu orçamento para rolar a dívida, os cortes com saúde e educação vão diretamente para os cofres dos bancos que possuem esses títulos. Além disso, Dilma lançou um “pacote” de redução na remuneração da poupança, para compensar o que os bancos “perderiam” com a queda dos juros.

Novamente serão os trabalhadores, principais investidores na poupança, a pagar a conta. Não há como este sistema financeiro, privado, cumprir um papel social. Só um sistema financeiro estatizado e controlado pelos trabalhadores pode direcionar os recursos para projetos de interesse da maioria, pondo fim ao enriquecimento absurdo de uma pequeníssima minoria. Conquistar isso começa por enfrentar, de fato, o lucro dos banqueiros e por isto que a luta contra esse sistema parasita assume tanta importância.
 
Dilma deveria taxar o lucro dos bancos e com os recursos realizar um plano de obras públicas. Isto seria uma resposta efetiva à “retração” da economia. Deveria não só “bater boca” com os bancos, mas obrigá-los a praticar a taxa de juros que o BNDES oferece às grandes empresas (8% a.a.) para os trabalhadores e pequenos proprietários.

Esta seria uma redução de verdade. Mas, ao contrário, Dilma opera uma redução pífia dos juros para privilegiar a grande indústria e incentivar o consumo na base do endividamento, ao mesmo tempo em obriga os trabalhadores a repor o que foi “perdido” pelos bancos com suas poupanças! Mais uma vez, Dilma mostra não querer se enfrentar com o sistema financeiro, que financiou sua campanha eleitoral.

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