
Segundo dados do Bando do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander, os quatro maiores bancos de capital aberto do país, a pesquisa aponta para uma alta de 17% na receita de tarifas e prestação de serviços no primeiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado.
Os bancos perderam eficiência ao se comparar a relação entre as receitas de serviços e as despesas com pessoal. O processo de fusões possibilitou a maior regulação do Banco Central e pressão por aumento de salários, entre 2009 e 2011. No primeiro trimestre, o índice subiu para 142%, ante 137% um ano antes. Se em 2009 os bancos tinham R$ 138 de receita com serviços para R$ 100 gastos em salários, a relação caiu para R$ 135 no ano passado.
Em um momento em que se vêem apertados por aumento da inadimplência e pressão do governo e da concorrência para baixar os juros, elevar a receita de serviços é visto como alternativa para os bancos manterem a rentabilidade.
Embora não haja uma onda de reajustes nas tabelas - apenas o Bradesco elevou um de seus pacotes em 14% no início do mês passado -, é possível notar uma movimentação das instituições ligada aos anúncios de reduções de juros.
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