
Tal montante equivale a um gasto de R$ 2,8 bilhões por dia!
Em 2012, até o dia 11 de maio, o governo federal já destinou R$ 370 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida, consumindo 56% de todo o orçamento federal executado até a referida data.
Tal montante equivale a um gasto de R$ 2,8 bilhões por dia!
Esses dados são divulgados no DIVIDÔMETRO publicado na página da Auditoria Cidadã da Dívida (www.auditoriacidada.org.br)
O valor gasto com a dívida representa 17 vezes o valor aplicado na saúde, ou 27 vezes o gasto com educação, no mesmo período (de 01/01/2012 até 11/05/2012).
O Terrorismo da Inflação como justificativa para juros altos
Nesta semana, a grande imprensa e analistas conservadores citaram o índice de inflação (IPCA) de 0,64% em abril para justificar a prática de altas taxas de juros. A grande mídia apontou os principais vilões da inflação: alimentos, remédios, cigarros e o salário de empregadas domésticas, alegando que tal alta de preços se deveria a um suposto aumento da renda e do consumo dos brasileiros, e que isso deve ser combatido com altas taxas de juros.
São diversos os equívocos da grande mídia:
a) Em nenhum desses casos o aumento dos preços decorreu de maior renda ou consumo. No caso do salário das empregadas domésticas, o aumento decorreu da elevação do piso salarial no estado do Rio de Janeiro, com base na Lei Estadual 6.163/2012, publicada no Diário Oficial do Estado, no dia 10 de fevereiro. No caso dos cigarros, o aumento foi decretado pelo governo federal (por meio do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados), enquanto o aumento do preço dos medicamentos também foi provocado por uma ação do governo, mais especificamente a “Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos”. Já no caso dos alimentos, estes foram influenciados, principalmente, por questões climáticas (reduções de safra) e pelas especulações com preços de commodities no mercado internacional, também devido à alta do dólar.
b) Tais preços não baixarão se houver uma elevação nas taxas de juros, pois a causa de sua elevação teve origem em fatos diversos, como antes mencionado, e não em decorrência de um suposto aumento de renda ou consumo dos brasileiros.
Taxas de juros bancárias continuam altíssimas
Conforme mostra a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (ANEFAC), as taxas de juros cobradas de pessoas e empresas continuam altas, e baixaram muito pouco em abril, apesar da grande propaganda feita pelo governo federal. A taxa média cobrada de empresas (Capital de Giro) “caiu” de 30,45% para 29,23% ao ano, enquanto a taxa cobrada de pessoas físicas (Empréstimo Pessoal) “caiu” de 57,17% para 54,47% ao ano.
Importante ressaltar que diversas reduções de juros concedidas pelos bancos federais exigem o pagamento de altas tarifas, conforme notícia do jornal Valor Econômico.
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