
De acordo com o ranking publicado pelo valor econômico, o banco teve variação positiva acima dos 46% entre 2008 e 2009. O Banco do Nordeste é o terceiro maior banco de grande porte brasileiro que mais cresceu em operações de crédito, entre 2008 e 2009, tendo alcançado uma variação positiva de 46,5% no período analisado. A constatação está no ranking das 1000 maiores empresas brasileiras, promovido pelo jornal Valor Econômico, por meio do Premio Valor 1000. No quesito “crescimento em depósito total”, o BNB ocupa o 4º lugar entre os grandes bancos. No que se refere à “rentabilidade sobre patrimônio”, ocupa a 6º posição, superando a de alguns dos maiores bancos privados do País. Ainda segundo a publicação, o BNB subiu duas posições no ranking dos maiores bancos brasileiros, e agora é o 13º. Motivos Para o superintendente da Área de Operações Financeiras e Mercado de Capitais do BNB, Fernando Passos, o crescimento das aplicações e das captações de recursos, bem como o incremento no Patrimônio Liquido do Banco do Nordeste, resultam de uma maior produtividade e eficiência dos processos. Fernando Passos acrescenta ainda a importante função contracíclica exercida pelo BNB durante a última crise financeira internacional. Segundo ele, isto favoreceu a expansão do crédito, principalmente de curto prazo, enquanto os bancos privados reduzem sua participação. O número de operações de créditos contratadas, por exemplo, subiu de 1,8 milhões em 2008, para 2,1 milhões em 2009. Em valores contratados, isto representa um aumento de R$ 13,2 bilhões para R$ 20,8 bilhões, 57,5% de incremento. Da mesma forma, os depósitos saltaram de R$ 4,1 bilhões para R$ 6,3 bilhões; enquanto o patrimônio líquido passou de R4 1,79 bilhão para R$ 2,07 bilhões. Além disso, o BNB já detém 65% da carteira de longo prazo e de 36,5% de todo o crédito no Nordeste, mantendo-se como segundo em volume de crédito rural no País por saldo líquido da carteira. Futuro Para o presidente Roberto Smith, o cenário atual difere do vivenciado em 2003, quando o BNB ainda era cobrado pela falta de aplicações de seus recursos. “Hoje, a demanda por investimentos é elevada e o FNE já é pequeno perante as atuais necessidades. Isso tem nos a buscar novos fundings e esforços de captação, traduzindo-se num banco mais ágil”. Ele acrescenta que o crescimento sustentável tem o aval de medidas governamentais como, por exemplo, a recente autorização de instrumento híbrido de capital e dívida de mais de R$ 1 bilhão do Tesouro Nacional.
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