
Intransigência da Fenaban força a greve e a Contraf/CUT empurra a mobilização para depois das eleições Os debates com a Fenaban se encerraram na quinta-feira, 16/09, e as respostas aos itens discutidos no segundo dia da última rodada de negociação demonstram cabalmente que os banqueiros não têm o menor respeito com a categoria bancária e estão se lixando para os constrangimentos que a população venha a passar durante a greve. A seguir, os comentários do diretor de Relações de Trabalho da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Magnus Apostólico, que, como avanço, unicamente admitiu a correção das verbas abaixo pelo índice do reajuste que for celebrado: PLR – sobre a proposta de a PLR acompanhar a evolução dos lucros, ele disse: “Não temos planos de mexer nesta regra. Manteremos a atual estrutura. O que podia ser feito aconteceu no ano passado”; Auxílio-educação – “Isto é política de RH de cada banco. Não há o que convencionar além do que já está disposto”; Previdência Complementar – “Isto não se convenciona. Isto é produto/plano de cada banco, que não irão concorrer entre si. Não vou obrigar os bancos a discutir isso com vocês”; 14º Salário – “Não tem cabimento pagar 14 salários por ano”; Auxílio-creche – Segundo Magnus Apostólico, a fim de os bancos se adequarem ao regulamento do INSS, foi proposto o valor pago no ano passado multiplicado por 83 e depois dividido por 71 meses, que equivaleria a cerca de R$ 254,00 (217,00 / 83 X 71). Este valor também será corrigido pelo índice de reajuste. Ao final, ficou agendada para 22/09, quarta-feira, a apresentação pela Fenaban de uma proposta global de acordo. No dia 23, quinta-feira, o BB e a Caixa apresentarão propostas sobre as negociações específicas. Por decisão da maioria do Comando Nacional, foi aprovado o seguinte calendário: 21/09, terça-feira, dia nacional de luta 23/09, quinta-feira, às 18h30, no Sindicato, assembleia para avaliar as propostas da Fenaban, BB e Caixa. “É triste que a maioria do Comando tenha optado em definir a greve para muito próximo ou até depois da eleição geral no dia 03/10. Mais uma vez a prioridade da Contraf/CUT não é a Campanha Salarial dos bancários”, lamenta o presidente do SEEB-MA, David Sá Barros, que acompanhou os debates do Comando em São Paulo (SP).
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