
Eletrodomésticos mais baratos, financiamentos com juros mais baixos e carros com alíquota zero de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Todas essas medidas do governo levam o consumidor a gastar mais para impulsionar a economia. Mas, segundo especialistas, o consumidor deve estar alerta para não comprometer mais que 30% da sua renda líquida com dívidas -embora o percentual possa variar de acordo com a renda do consumidor.
Para o gerente geral do Instituto Nacional de Investidores (INI), Mauro Calil, a soma de todos os gastos financiados não deve ultrapassar 30% da renda líquida, embora o ideal seja que fique abaixo de 20%. "Acima de 30% o consumidor tem uma série de probabilidades de ter problemas financeiros. É um limite intransponível", conta.
Além dos gastos com prestações não superarem 30% da renda líquida do consumidor (que é de cerca de 30% menor do que aquela valor que aparece no contracheque, pois dela já estão abatidos os impostos), é preciso economizar para um imprevisto. Segundo Calil, o valor poupado todo mês deve ser de 10% da renda líquida.
"Esse valor também vai variar de acordo com o momento. Por exemplo, um jovem que acabou de se formar e mora com os pais pode poupar até 50% do salário enquanto uma pessoa com quase 60 anos que não guardou o suficiente para a aposentadoria também precisa guardar mais. Um recém-casado que acabou de comprar um imóvel pode não conseguir juntar mais do que 10%, mas não deve deixar de guardar pelo menos isso", conta.
Para o professor de contabilidade e planejamento da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap), Amauri Liba, mais seguro que pensar em um valor fixo em cima da renda é diminuir do salário líquido todas as despesas (desde o financiamento da casa própria até o cafezinho na padaria) e do valor restante deixar um terço aplicado e usar no máximo dois terços com parcelas futuras.
"O governo quer melhorar a economia e estimular o consumo, então cabe a cada consumidor aprender a gerir da melhor forma o seu orçamento. O segredo é, na hora de projetar dívidas, nunca projetar um cenário muito bom, considerar que emergências podem acontecer", diz Liba.
Para o consultor financeiro e diretor da Projeção.com, Ricardo Borges, ao calcular as despesas o consumidor não deve deixar de lado gastos importantes que vêm com um bem. Um carro, por exemplo, não custa apenas o valor pago na concessionária. Além dos gastos iniciais com emplacamento e seguro obrigatório, ele deve se lembrar que o gasto real inclui impostos, seguros, manutenção. "Tenho que ter certeza do custo real do bem antes de me comprometer com a dívida", conta.
Entenda
- De acordo com analistas, os consumidores devem comprometer no máximo 30% da sua renda líquida com todos os pagamentos parcelados;
- O ideal é que o comprometimento seja de até 20%, mas é aceitável que atinja 30% da renda líquida. Porém, esse valor tem que ser considerado intransponível;
- Também é recomendável que ele poupe pelo menos 10% do que ganha;
- O valor a ser poupado ao longo da vida deve variar, mas nunca ficar abaixo desse limite.
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