Siga-nos no Threads Siga-nos no TikTok Fale conosco pelo WhatsApp Siga-nos no Facebook Siga-nos no Instagram Siga-nos no X Siga-nos no Youtube

PLANTÃO / TRABALHO

Imprimir Notícia

Saiba os riscos e benefícios de manter colegas de trabalho em redes sociais

18/06/2012 às 14:25
O Imparcial Online
A+
A-

“Fulano de Tal quer ser seu amigo. Aceitar ou recusar?” A mensagem no canto da página chama a atenção. Nenhum problema em aumentar o círculo de contatos — até ver que quem faz o convite é o chefe. Vêm, em seguida, alguns momentos de hesitação… Afinal, você acaba de postar aquelas fotos de biquíni no álbum “baixaria” ou comentar a ressaca de segunda-feira no mural. Bastaria rejeitar o pedido de amizade on-line para evitar constrangimentos? Ou a recusa significaria uma indelicadeza social? Saiba que é possível ceder ao convite sem ficar em uma enrascada.

A preocupação existe porque a possibilidade de esbarrar com um colega de trabalho na rede é grande. O Facebook, por exemplo, possui aproximadamente 1 bilhão de usuários, segundo a companhia de métricas iCrossing. Fora o fato de que as próprias empresas estão on-line. Elas aumentaram em 300% o uso das mídias sociais no segundo semestre de 2011, em relação ao período anterior. O Twitter, em particular, cresceu 700% no ambiente corporativo, na comparação anual feita por uma pesquisa da empresa de segurança Palo Alto Networks.

Se, ainda assim, o chefão insistir no convite do grupo íntimo, Romaly garante que o mais adequado é tentar direcioná-lo — gentilmente — ao perfil profissional. “Faça da rede uma vitrine com comentários e compartilhamentos interessantes para a equipe. É marketing pessoal”, comenta. A solução acomoda as necessidades de todos os círculos de contato ao alimentá-los de forma diferente.

Quem arriscar pode passar pela situação de uma postagem mal-entendida ser motivo de demissão e até responder civil e penalmente, conforme o artigo nº 482 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT).

Ambiente corporativo

O advogado acredita que a estreita relação entre as redes sociais e o ambiente corporativo apresenta a necessidade de criar políticas de informação nas companhias. Seria um conjunto de normas para estabelecer os limites do uso dos dispositivos eletrônicos e da web para os funcionários. “Independentemente dessas regras, em qualquer lugar, as pessoas precisam se preocupar com a própria reputação”, reforça.

Estudo feito pela agência de consultoria de imagem Millenial Branding e pelo site Identified constatou que a maioria dos 4 milhões de perfis do Facebook limita os detalhes da vida profissional. Identificou, por exemplo, que 64% não incluem o nome do emprego no perfil — e que um usuário assíduo da rede está ligado a cerca de 700 amigos. Destes, em média, apenas 16 são colegas.

Para acalorar ainda mais a discussão, a Impacta Tecnologia encomendou uma pesquisa sobre a relação das empresas com as redes sociais. Foram entrevistados 252 profissionais de TI de todas as regiões do país. Constatou-se que manter contatos pessoais e profissionais é o benefício mais citado por, respectivamente, 79% e 74,2% dos entrevistados. E, ainda, que a área de recursos humanos está de olho no mundo digital. O setor aparece com 8,7% de participação (o marketing lidera com 44%). Portanto, as empresas estão atentas aos cliques… Seja para contratar ou demitir.

Entrevista // Cristian Stassun

O consultor de carreira e doutorando em ciências humanas da UFSC, Cristian Stassun, fez a tese do doutorado sobre as novas formas de sociabilidade e intencionalidade que as redes sociais exercem sobre o (des)governo da vida humana. Na entrevista, ele dá dicas para se comportar nas redes sociais e evitar constragimentos no trabalho.

Adicionar o chefe ou os colegas do trabalho nas redes sociais é interessante? Por quê?

Sim, as redes sociais são meios de comunicação rápidos, baratos e eficientes. Mas existe o outro lado que se trata do que você expõe pela internet. A noção do público e privado está cada vez menor, um processo que chamamos de “espetacularização da intimidade”. É a manifestação de um “eu” melhorado que tentamos projetar na internet, e, principalmente, atitudes e comentários que perdem a noção de que aquela informação está sendo jogada publicamente para milhares de pessoas. Um dos riscos é ter seu chefe lendo comentários e vendo fotos indevidas, ou suas informações servirem de chacota dentro de espaços corporativos, ou ainda, ser usado juridicamente como prova. O cuidado deve ser sempre o mesmo: escreva pouco sobre intimidades (para isso tem chats próprios), seja sempre politicamente correto nos comentários.

Deixar que as pessoas do trabalho tenham acesso a fotos e comentários íntimos pode prejudicar ou alavancar a carreira?

As pessoas se sentem lisonjeadas quando podem ter acesso a intimidade de alguém, é sinal de que a outra pessoa confia em você uma informação importante da vida dela. É um sensação de crédito e proximidade. O ato de fazer isso é valido e pode ajudar na carreira, porém, o conteúdo desse ato é que importa. Se em seus comentários você criticar, fofocar, exercer com dolo alguma coisa ilícita ou descabida, claro que vai lhe prejudicar. O ideal é ter uma postura de retidão com os preceitos sociais, a cultura da empresa e a imagem que quer passar pela internet. O cuidado é extremo tanto para quem quer se manter em um emprego, como para quem quiser conseguir um, pois as agências de recrutamento e seleção serão as primeiras a investigar suas redes sociais.

Qual é o limite de intimidade nas redes sociais quando entre os amigos estão os colegas de trabalho e o chefe?

Há pelo menos 10 anos, desde a evolução dos computadores e internet, no ambiente de trabalho acontece aquela história do velho e-mail de piadinhas e pornografia. Coisa de colega que pega no pé, de amigo que demonstra necessidade de aceitação e até de afirmação de sexualidade. Esses e-mails demitiram tantas pessoas, geraram tantos processos, que as empresas criaram regras internas de conduta e filtros inteligentes nas redes de sinal de internet. No caso das redes sociais, as informações são propagadas mais rapidamente e com um alcance muito maior, o risco de um processo criou uma nova atuação dos advogados, e muito mais do que isso, os gestores, às vezes, descobrem mais de um funcionário pelas redes sociais do que no cotidiano.

SAÚDE - CAT
ÁREA DO CLIENTE
SOBRE

Sindicato dos Bancários do Maranhão - SEEB/MA
Rua do Sol, 413/417, Centro – São Luís (MA)
Secretaria: (98) 98477-8001 / 3311-3513
Jurídico: (98) 98477-5789 / 3311-3516
CNPJ: 06.299.549/0001-05
CEP: 65020-590

MENU RÁPIDO

© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!