
Ganho dos bancos com tarifas paga salários dos bancários com muita sobra Em 1994, arrecadação com prestação de serviços cobria 1/4 das despesas com pessoal A receita que os maiores bancos do Brasil acumulam somente com os valores que são cobrados com a prestação de serviços, as tarifas, cobre toda a folha de pagamento e ainda sobra. Em 1994, os ganhos representavam apenas um quarto das despesas com pessoal. Segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), com base nos balanços dos bancos, a relação entre os dois indicadores foi de 130,4% em 2009. Em outras palavras, o arrecadado com tarifas pagou a folha completa e ainda sobrou o equivalente a 30% dela nos cofres dos banqueiros. Essa relação aumenta desde 1994, ano em que os banqueiros pararam de ganhar com a inflação. Naquele ano, a receita de prestação de serviços pagava 25,4% da folha. No ano seguinte, saltou para 38,9% e se aproximou da metade (47,8%) em 1996. O crescimento continuou forte até que, em 2004, superou pela primeira vez o total, chegando aos 104%: ou seja, o que foi arrecadado com as tarifas pagou sozinho a folha completa e ainda sobrou 4%. Má vontade Muito deste fenômeno pode ser explicado pela má-vontade que os banqueiros têm de contratar mais bancários e, em contrapartida, o olho gordo para cobrar altas tarifas. No mesmo período analisado (de 1994 a 2009), o número de bancários pouco mudou, indo de 403 mil para 436 mil, variação de 8%. Já o arrecadado com tarifas saltou de R$ 4,1 bilhões para R$ 58,8 bilhões. Aumento de mais de 1.300%.
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