
A ação civil pública pede o pagamento retroativo de salários e benefícios, além de condenação por dano moral coletivo com indenização de R$ 100 milhões para o Fundo de Amparo ao Trabalhador.
No último dia 21, O Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitou à Justiça a reintegração de todos os trabalhadores do Itaú de Curitiba e região demitidos a partir de março de 2011. A ação civil pública pede o pagamento retroativo de salários e benefícios. Há também o pedido de condenação por dano moral coletivo com indenização de R$ 100 milhões para o Fundo de Amparo ao Trabalhador.
O não cumprimento da medida implica em multa diária de R$ 20 mil por empregado não reintegrado.
Após a fusão com o Unibanco em 2008, o Itaú realizou uma série de demissões. De dezembro de 2010 a dezembro de 2011, o banco apresentou uma diminuição no número de postos de trabalho, foram 7.728 empregos a menos em todo o país. Na região da capital paranaense desde o início do ano até a primeira quinzena de junho, 170 empregados foram desligados.
No entanto, o banco está entre as dez empresas que paga salários mais altos para diretores. Segundo matéria do jornal Valor Econômico, cada executivo do Itaú recebeu em média R$ 7,45 milhões no ano passado.
O MPT considerou o processo de demissões discriminatório e abusivo, pois não houve negociação com os trabalhadores. Além disso, muitos dos empregados desligados apresentavam idade pré-aposentadoria e teriam estabilidade de 12 e 24 meses, garantida pela Convenção Coletiva de Trabalho.
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