
A mudança no cálculo da poupança colocou os fundos de investimento como a melhor opção para quem quer aplicar em renda fixa. A regra, contudo, só vale para as carteiras com taxa de administração inferior a 1%. Para se adequar a esse cenário, muitos bancos reduziram suas taxas, mas a medida chegou para poucos investidores. Para se ter uma ideia, das 72 carteiras com aplicação inicial inferior a R$ 500 oferecidas pelos cinco maiores bancos, apenas 28 têm taxa menor do que 1%. Ou seja, a poupança ainda é mais vantajosa do que 60% dos fundos destinados ao pequeno investidor, de acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Redução das taxas não chega ao pequeno investidor
Há dois meses, a indústria de fundos vem implementando mudanças para tornar o investimento mais competitivo na comparação com a poupança. As duas principais alterações foram a redução das taxas de administração e da aplicação inicial e a criação de novas carteiras. O Banco do Brasil, por exemplo, reduziu a aplicação inicial de dois dos seus fundos antes destinados a grandes investidores, de R$ 50 mil para R$ 1.
Para justificar as taxas mais altas, os bancos afirmam que nessas carteiras o investidor possui alguns benefícios, como os sorteios. Essa opção, contudo, vai contra o objetivo de rentabilidade maior. O Social 50, do Banco do Brasil, é um deles. O banco explica que parte do valor arrecadado com a taxa de administração de 2,6% é destinada a projetos sociais do banco. Já o LP 100 sorteia prêmios financeiros, que podem chegar ao valor de um carro ou uma casa. "Os fundos têm custos legais, como tarifas com a Anbima e CVM e emissão de extratos, que outros produtos não possuem", diz Takahashi. Bradesco, HSBC, Santander e Itaú Unibanco não quiseram comentar a cobrança de taxas mais altas.
Tendência
Na busca de rentabilidade maior, os bancos já estão aumentando a parcela de títulos privados em carteira. Por regra de autorregulação da Anbima, os fundos de renda fixa devem ter pelo menos 80% em títulos públicos. Aqueles que tiverem mais de 20% em títulos privados de médio e alto risco devem levar no nome o Crédito Livre.
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