
Proifes, que representa 20 mil docentes, aceitou acordo com governo. Andes e Sinasefe, que juntos reúnem 65 mil associados, rejeitam proposta.
Apesar de o governo ter anunciado o fim das negociações, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino (Andes) e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica e Tecnológica (Sinasefe) afirmaram, na quinta-feira (2), que a greve continua na maioria das universidades. As duas entidades dizem representar, juntas, cerca de 65 mil professores de ensino superior de quase todas as universidades e institutos federais, além de professores da educação básica dos institutos.
A Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que decidiu na noite da quarta-feira (1º) que assinaria o acordo proposto pelos ministérios do Planejamento e da Educação, diz representar cerca de 20 mil professores em 77 campi de universidades e institutos.
Gutenberg de Almeida, coordenador-geral do Sinasefe, criticou a atitude do governo de assinar um acordo com apenas uma das entidades representantes dos professores federais em greve. "É uma irresponsabilidade do governo endossar uma coisa dessa natureza. O Proifes tem representatividade em sete universidades e um instituto", afirmou, lembrando que quase todas as assembleias rejeitaram ambas as propostas feitas pelo governo.
Em entrevista coletiva realizada na quinta-feira (2), Marinalva Oliveira, presidente do Andes, disse que não houve discussão sobre a proposta do sindicato apresentada há mais de dois anos. Segundo ela, o que foi proposto pelo governo mantém a desestruturação da carreira, e o que houve foi um "simulacro de acordo".
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