
O Sindicato Nacional dos Professores das Universidades Federais (Andes), principal entidade da categoria, classificou como “patético” o ofício do Ministério da Educação (MEC), enviado aos reitores das universidades federais na última terça-feira, em que informa o fim da greve e cobra dos dirigentes a volta às aulas. O texto é assinado pelo secretário de educação superior, Amaro Henrique Pessoa Lins. O vice-presidente da Andes, Luiz Henrique Schuch, criticou duramente a postura do MEC.
- O Ministério da Educação tem adotado atitudes patéticas. Depois de simular um impasse nas negociações, do tipo é pegar ou largar, para provocar a ruptura da mesa e conseguir um acordo com uma entidade que historicamente apoia o governo, agora veio com esse movimento de que tem que recomeçar as aulas, planejar calendário de reposição. A grande maioria das universidades, em assembleias locais, rejeitaram a proposta e decidiram continuar a greve, mas parece que o MEC está de costas para isso - disse Schuch.
O ministério deu as negociações por encerradas ao assinar um acordo com o ProIfes (Federação de Sindicatos de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior). No ofício, o MEC ressaltou a concessão de reajustes e a reestruturação da carreira.
“Estamos convencidos de que a maior parte dos docentes e técnicos administrativos das nossas Instituições reconhece o esforço do governo no sentido de atender às reivindicações das categorias envolvidas”.
No entanto, os dois principais sindicatos nacionais, Andes e Sinasef, recusaram a proposta feita. Das universidades em greve, apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) decidiram encerrar a paralisação. No Rio, todas as instituições continuam paradas.
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