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Bradesco: Completo desrespeito. Greve continua

08/10/2010 às 00:00
SEEB/MA
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  Em plena campanha salarial, banco cerceia direito de greve, reivindica direito de propriedade, discrimina empregados e ainda propagandeia responsabilidade social   Os bancários do Bradesco enfrentam, em plena campanha salarial, o cerceamento do direito garantido na Constituição de pressionar os patrões, através da greve, na luta em defesa de seus direitos. Dando prosseguimento à política discriminatória e desrespeitosa que arranca dos trabalhadores os lucros recordistas a cada período – apenas no primeiro semestre deste ano, R$ 4,5 bilhões - o Bradesco eleva à utopia a responsabilidade social tão propagandeada.   Completa exploração A extrapolação de jornada é apenas um das marcas deixadas pela exploração da mão de obra bancária, na segunda maior instituição financeira privada do país. A ganância dos banqueiros submete os trabalhadores ao assédio moral, ao stress e à pressão por metas, aumentando o grau de exploração da categoria nos últimos anos. Segundo dados do próprio Bradesco, o gasto com pessoal (somando salários e encargos), no primeiro semestre/2010, foi de apenas 5,92%. Cada trabalhador bancário gerou, em média, R$51 mil, mas o salário médio não chega a R$1800. Enquanto o índice de cobertura (quanto as taxas e tarifas cobradas dos clientes cobre da folha de pagamento) é de 65,4%, as perdas salariais somam 24% desde a implantação do Plano Real. E pra fechar, demissões concentradas nos maiores salários e admissões com salários mais baixos. Assim é fácil somar bilhões em recordes!   Completo cerceamento Reivindicar direito de propriedade para impedir a greve dos bancários é cercear o exercício do direito garantido na Constituição e na lei de greve(7783/89). Obviamente, nenhum bancário quer os prédios e equipamentos do Bradesco - se bem que eles até pagariam parte do débito do banco com os empregados. Mas, pelo exercício da greve, a categoria quer cumprimento de direitos, salários dignos, fim da extrapolação de jornada e da insegurança, entre outros. Ainda assim, o banco, por meio dos interditos proibitórios, barrou na justiça a colocação de faixas e barricadas nas agências do Bradesco, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil. Vitória! Coerentemente, ontem(05) a Justiça voltou atrás. Segundo o desembargador Alcebíades Dantas, a proibição imposta pelo juízo da primeira instância trabalhista, implica restrição ao direito de greve "porque impõe conduta aos trabalhadores na sua forma de agir e se conduzir".   Completa insegurança Parece mais barato para o Bradesco pagar multas impostas pelo Ministério da Justiça a cumprir as normas de segurança. Se não for mais barato, está ainda mais evidente o descaso com a saúde e com a vida dos empregados. No dia 21 de setembro, o Bradesco foi campeão de multas, com R$ 504 mil, seguido pelo Santander com R$ 490 mil e pelo BB com R$ 416 mil. A principal punição do banco foi em razão do transporte de valores usando bancários, quando de acordo com a legislação e a portaria da Polícia Federal, a responsabilidade é dos vigilantes. Das multas aplicadas aos bancos, o Bradesco foi o único penalizado por insistir nessa ilegalidade. Em diversos estados do país, o Bradesco foi multado em R$296,8 mil em 20 processos.   Completa discriminação Diante da montanha de lucros e da miséria de salários que paga aos bancários, o Bradesco anunciou reajuste salarial de 12% a 24% somente para o segmento gerencial da empresa. A atitude do banco é discriminatória com a maioria dos bancários, mas revela que a postura da Contraf/CUT é, no mínimo, irresponsável em reivindicar pífios 5% acima da inflação (4,28% INPC/IBGE), além de ignorar as perdas da categoria acumuladas a partir do Plano Real (1994).   Grevistas estão protegidos pela lei Faça a sua parte! Ainda que em sua agência apenas um bancário queira fortalecer o movimento grevista, este está amparado pela lei de greve. A proteção garante que, seguindo o exemplo dele, os demais colegas adiram à paralisação por tempo indeterminado sem qualquer retaliação.   Denuncie o assédio moral! Qualquer tentativa de impedimento de adesão à greve por parte da gerência, pressão ou mesmo retaliação aos grevistas é configurado ASSÉDIO MORAL e deve ser denunciado ao Sindicato: (98)3311 3500, 3311 3513, 3311 3522 ou 3311 3517. A ocorrência pode ser resolvida na Justiça Trabalhista. NÃO HÁ PREVISÃO DE PROPOSTA OU NEGOCIAÇÃO. VAMOS FORTALECER A GREVE!

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