
Bradesco reservou 39,8% mais no 2º tri que no mesmo período de 2011. 'Pior do que isso não fica', avalia economista da Acrefi.
As despesas dos maiores bancos do país com provisão contra calotes de consumidores e empresas vêm crescendo nos últimos meses, à medida que aumentam os riscos de inadimplência no país.
Entre as instituições que já anunciaram seus balanços financeiros do segundo trimestre (de abril a junho) deste ano, o aumento dessas reservas contra perdas chega a 40%. Em maio, a taxa de inadimplência no país atingiu o recorde histórico de 6%, segundo dados do Banco Central.
“Os bancos estão preocupados com o aumento da inadimplência. O endividamento das famílias brasileiras chegou ao pico da curva de saturação. E o processo de inflação contribui ainda mais com a inadimplência, na medida em que há aumento de preços, tornando a capacidade de pagamento ainda mais comprometida. Esse aumento do provisionamento é natural”, disse o economista da Global Financial Advisor, Miguel Daoud.
Bancos
Entre os grandes bancos, o Bradesco foi o que mais aumentou, em termos percentuais, suas despesas contra devedores nesse período, passando para R$ 3,407 bilhões, contra R$ 2,437 bilhões registrados no mesmo período do ano passado – uma alta de 39,8%. Em relação ao 1º trimestre, o avanço foi menor, de 10,1%.
Na sequência, entre os que mostraram maior aumento de despesas está o Santander, que justificou a medida como reação à “deterioração na qualidade do crédito no mercado e ao aumento da inadimplência no período”. De R$ 3,424 bilhões no primeiro trimestre, os gastos passaram para R$ 4,358 bilhões, mostrando uma alta de 27,3%.
Mesmo com alta mais modesta, o Itaú Unibanco foi o banco que teve a maior despesa no segundo trimestre, em volume de recursos. Foram R$ 5,988 bilhões no segundo trimestre de 2012, contra R$ 5,107 bilhões no mesmo trimestre do ano anterior, um aumento de 17,3%.
Entre as instituições financeiras públicas, o Banco do Brasil registrou gastos de R$ 3,677 bilhões de abril a junho, depois de reservar R$ 3,047 bilhões no segundo trimestre de 2011, uma alta de 20,7%. O HSBC ainda não divulgou seus resultados e a Caixa Econômica Federal não apresentou esses números.
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