
Proposta de 6% é ridícula, só atualiza o índice da inflação e não repõe em nada as perdas da categoria. Vamos construir a greve!
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No dia do bancário (28/08), os banqueiros apresentaram uma proposta de 6% de reajuste em todas as verbas salariais. O discurso prévio à apresentação dessa proposta era de que os patrões nos dariam um “presente” no nosso dia, mas a realidade é que se trata de uma proposta ridícula, que só atualiza o índice da inflação e não repõe em nada as perdas da categoria.
Enquanto os banqueiros nos oferecem essa migalha, as instituições financeiras têm uma lucratividade recorde, de aproximadamente 20% ao ano. Isto significa que um grande banco em cinco anos praticamente dobra seu capital. Tudo isso vai para o bolso dos banqueiros e nós sabemos que esse resultado não é fruto do trabalho dos patrões, afinal, eles a única coisa que eles fazem é administrar os lucros e buscar formas de extrair dos bancários e dos clientes cada vez mais. Esse resultado é conquistado a partir de um ritmo de trabalho enlouquecedor que é imposto sobre a categoria bancária e também extorquindo cada vez mais a população com juros e tarifas.
Os bancos privados seguem com seus lucros bem acima da média mundial e, ao mesmo tempo, promovem demissões em grande escala. A rotatividade também empurra o lucro dos banqueiros para cima, pois eles demitem trabalhadores antigos com salário maiores para contratar outros recebendo menos e com menos direitos. O maior exemplo disso é o Itaú, que diminui drasticamente seus gastos com folha de pessoal em 2011 para alavancar os lucros deste ano. Uma de nossas lutas centrais na campanha salarial, portanto, deve ser pela ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as demissões imotivadas. O Governo Dilma poderia acabar com essa arbitrariedade exigindo dos patrões o respeito a essa convenção, no entanto, o que temos visto é cada vez mais complacência do governo com a lógica de mercado dos bancos, a começar pela atuação dos próprios bancos estatais.
Os bancos estatais têm agitado o discurso do governo de que estariam baixando os juros e isto justificaria, além crise internacional que ronda o país, a obtenção de “receitas menores”.
É mentira! O lucro da Caixa subiu 25,2% em relação ao primeiro semestre de 2011 e sua carteira de credito subiu 44,6% em 12 meses. Isto aumentou a projeção de crescimento da carteira de financiamento de 33% para 42% em 2012, num banco que é de propriedade integral do governo. O Banco do Brasil teve queda no lucro de 10% no primeiro semestre porque diferente de 2011, não se apropriou do dinheiro da PREVI e ainda represou mais dinheiro para suportar a inadimplência e os pagamentos de ações trabalhistas. Ao contrário do discurso do banco, a receita com tarifas aumentou, passando de 8,495 milhões no primeiro semestre de 2011 para 10,308 milhões no primeiro semestre de 2012. A receita com as operações de crédito também aumentou, com a margem financeira subindo 14,1% em relação ao primeiro semestre de 2011. Os balancetes demonstram que o “Bom para Todos” foi bom apenas para o lucro do Banco do Brasil.
Vamos construir a greve!
Todos os números acima demonstram que o problema não é falta de dinheiro. Mas isto não significa que podemos esperar dos banqueiros e de Dilma compreensão e atendimento das nossas demandas. Sem uma forte greve que envolva a categoria não poderemos ter nossas reivindicações atendidas. O funcionalismo federal mostrou o caminho é possível construir uma greve que não siga roteiros pré-determinados. A categoria dos servidores federais fez Dilma voltar atrás, quando disse que não iria negociar e devido à força das mobilizações teve que fazer acordos que significaram concessões importantes.
Nesse sentido, é fundamental construir uma greve unificada com os trabalhadores dos Correios, petroleiros e metalúrgicos, que têm data base no próximo período. Na construção desse movimento é necessário envolver o conjunto da categoria e, para isso precisamos imediatamente de um plano de lutas que inicie com paralisações parciais nos bancos públicos, dando destaque na pauta especifica e com uma paralisação de 24 horas, antes da greve por tempo indeterminado.
O plano de lutas precisa dar destaque para reivindicações importantes como a jornada de seis horas no Banco do Brasil e isonomia na Caixa. Embora seja uma proposta pífia, os 6% de reajuste se aproximam do que foi pedido pela CONTRAF/CUT. Isto mostra a total submissão da direção do movimento ao interesse dos banqueiros e do governo, que já acenaram com 60% do índice de reajuste proposto pela CONTRAF/CUT, sem qualquer mobilização de verdade na categoria. Isto demonstra, além da importância de lutar pelas questões específicas, que temos força para conquistar muito mais. Mas para isso é preciso pressionar a CONTRAF/CUT e os sindicatos.
Fazemos um chamado a todos para que façam pressão sobre os sindicatos, telefonando, mandando SMS (torpedo) ou enviando e-mails exigindo a convocação imediata de assembléias em todo o país, para rejeitar a esmola dos patrões e construir esse plano de luta, rumo à greve!
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