
A tradicional e conservadora caderneta de poupança nunca foi tão desejada. E não é para menos. Apesar das novas regras de rentabilidade, publicadas há quatro meses pelo governo — diminuindo seus rendimentos sempre que a taxa básica de juros, a Selic, atingir menos de 8,5% ao ano —, a poupança tem um de seus melhores desempenhos em dez anos, quando comparada a outras aplicações tradicionais, como Fundos DI, CDB e títulos do Tesouro Direto.
Ao longo do ano, os depósitos na poupança superaram as retiradas em R$ 23,73 bilhões — um recorde na história da caderneta desde que o acompanhamento começou a ser feito pelo Banco Central, em 1995.
O problema é que nem sempre é fácil guardar o pé-de-meia no banco. Ao longo da semana passada, o EXTRA visitou unidades das seis principais redes bancárias e tropeçou em exigências até então desconhecidas, como depósitos mínimos de R$ 200 e até comprovante de propriedade de imóvel para abrir uma simples caderneta.
Mas, afinal, o que é que a poupança tem? Para Fabio Fusco, economista do Instituto Nacional de Investidores e da consultoria Calil & Calil, a questão principal é o que ela não tem. A ausência de taxas de administração e de desconto para o Imposto de Renda está fazendo com que o rendimento, no final das contas, seja mais vantajoso:
— Os juros estão tão baixos que não compensa, por causa de um rendimento de R$ 1 ou R$ 2 a mais, optar por um depósito em outras modalidades que não são tão simples de usar.
Fusco se refere à obrigatoriedade de depósitos fixos mensais ou à menor flexibilidade na hora de o cliente sacar o dinheiro, comuns em fundos de investimento e títulos públicos. A poupança, por sua vez, mais parece um cofrinho que rende.
— Não é muito, mas é seguro. Para serem mais vantajosos, os fundos de investimento teriam que estar pagando bem melhor — diz.
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