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PLANTÃO / BANCO DO BRASIL

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Executivos do Banco do Brasil tem salários privilegiados

26/09/2012 às 16:53
SEEB-DF
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A greve é o último recurso de que os trabalhadores lançam mão, depois de esgotadas as negociações “a frio”, para ver seus direitos ampliados e respeitados. É um direito garantido por lei e a principal arma para conquistar melhores condições de trabalho e salário, contra patrões intransigentes e gananciosos.

Os dirigentes de empresa criminalizam o movimento sindical e satanizam a greve para coagir os trabalhadores a não paralisarem a linha de produção. No caso dos serviços, os patrões ainda usam a clientela para refrear o movimento reivindicatório, jogando a população contra os trabalhadores, como se os grevistas fossem os donos do negócio.

Só que os bancários não são os responsáveis pela má remuneração, pelas péssimas condições de trabalho e de atendimento da população. São os banqueiros, que ganham explorando a mão de obra e cobrando tarifas e juros escorchantes dos usuários e clientes.

Além disso, se os bancários fossem os donos da instituição financeira, não dariam tratamento diferenciado aos dirigentes como tem acontecido nos últimos anos, em detrimento dos demais funcionários, nem ameaçariam de demissão ou descomissionamento por atos de gestão com objetivo de pressionar para obter mais e mais lucros.

Bônus

O banco destinou R$ 3,6 milhões para pagamento à sua Diretoria. Conforme as Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis do 1º Semestre deste ano, página 102, em novembro de 2011, o Banco do Brasil aprovou pagamento, em ações ou instrumento baseado em ações, de remuneração variável aos membros da Diretoria Executiva. A título de bonificação anual relativa ao exercício de 2011, e dentro do montante global aprovado pela Assembleia Geral Ordinária de 27.04.2011, eles, os diretores, receberiam um valor entre dois e quatro honorários, de acordo com o atingimento da meta de Retorno Sobre o Patrimônio Líquido (RSPL), fixada em 20%. No exercício de 2011, o RSPL foi de 22,6%, o que corresponde a 113% da meta estipulada.

A regra prevê que quanto maior for a pressão sobre os bancários maior o Bônus para a “Didadura”. A saber:


Em fevereiro de 2012 foram adquiridas 130.146 ações, todas colocadas em tesouraria, das quais 130.131 ações foram transferidas aos membros da Diretoria Executiva em 08.03.2012. As ações transferidas ficaram bloqueadas para movimentação e a liberação ocorrerá em três parcelas anuais iguais e sucessivas no mês de março de cada ano, limite mínimo exigido pela legislação atual.

Aos “capitães” da "Didadura", um agrado

 Para dar um melzinho para os Gerentes Gerais de Agências, Superintendentes Regionais e Gerentes Regionais de Reestruturação de Ativos Operacionais, o Conselho Diretor do Banco do Brasil S.A. aprovou, em março de 2011, a criação do Programa Extraordinário de Desempenho Gratificado (PDG), de forma que eles “estimulem” suas equipes a produzirem resultados no “Sinergia”.

 O Programa visa premiar com pagamento semestral 30% dos gestores que obtiverem os melhores desempenhos, da seguinte forma:

Em junho deste ano, o Programa foi implantado e seu custo semestral pode ultrapassar R$ 18 milhões que, segundo o Conselho Diretor, seriam para complementar a PLR deste público alvo, já que eles não ganham os 3 salários que a Diretoria e os gerentes Executivos ganham, independentemente da variação do lucro.

Convém lembrar que nenhuma parcela de remuneração variável ou fixa dos executivos nem o PDG fazem parte das negociações do acordo coletivo entre o BB e o Sindicato, mas sim de decisão exclusiva da diretoria do banco.

Conforme quadro abaixo, o salário atual do presidente do Banco do Brasil em relação a 2007 teve um aumento de 92,56%, enquanto o piso dos funcionários subiu 50,40% depois de nove anos de greves sucessivas, contra uma inflação acumulada de 25,33% (INPC). O incremento no salário dos vice-presidentes foi ainda mais alto: 102,77 %. Já a remuneração dos diretores (hiperintendentes), 90,36%.

Remuneração de Empregados e Dirigentes
  2007 2008   2009 2010 2011 2012    
Menor Salário
1.170,22
1.296,75
10,81% 1.416,00 1.600,13
1.760,00
1.760,00
0,00%
50,40%  
Maior Salário 22.023,00 23.817,90 8,15%
25.247,10
27.140,70 29.583,36 29.583,36 0,00% 34,33%
Salário Médio 3.590,15 3.827,71 6,62% 4.567,70 4.444,70 4.869,19 4.924,91 1,14% 37,18%
Presidente 28.700,40 37.469,40 30,55% 41.592,00 44.505,00 52.513,00 55.264,68 5,24% 92,56%
Vice-Presidente 24.395,10
33.841,50
38,72% 37.566,00 40.197,00 47.003,00 49.465,96 5,24% 102,77%
Diretor 22.023,00 28.943,40 31,42% 32.130,00 34.380,00 39.836,00 41.923,41 5,24% 90,36
Fonte: Notas Explicativas das Demonstrações Financeiras do BB

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