
A campanha salarial dos bancários em 2010 foi caracterizada pela força da greve nacional que convocou os patrões para a negociação com os trabalhadores, obrigou a apresentação de um índice, aumentou esse percentual por 2 vezes e venceu os interditos do Itaú Unibanco e Bradesco no Maranhão. A greve, considerada uma das maiores dos últimos 20 anos, chegou a paralisar 8.280 agências de bancos públicos e privados em todo Brasil. Apesar da ‘mesa única’ e da abertura de direitos no Acordo da Fenaban, o engajamento de cada bancário sustentou a greve - por 15 dias no BB, CEF e privados; 16 dias no BNB e 22 dias no BASA - vencendo as retaliações, o assédio moral e o descaso dos patrões, bem como a aparente subserviência da representação nacional. Falando na fictícia mesa única... em 2010 se repetiu o que aconteceu nos anos anteriores: os bancários do BASA e do BNB foram tratados com clara discriminação por parte do Governo Federal. A greve nesses bancos se estendeu mais, os acordos específicos ainda não foram assinados e o piso no BASA ficou abaixo dos demais(R$1.252,00). Para o SEEB/MA, se a Contraf/CUT já tivesse buscado uma negociação direta com o Governo Federal para todos os bancos públicos, provavelmente a greve não se estenderia tanto e as gritantes diferenças existentes entre os acordos já teriam sido superadas. Aliás, desde a reivindicação de reajuste de apenas 11% e a entrega aos patrões das perdas salariais do Plano Real, a CONTRAF demonstrou de que lado estaria. Por isso, o Sindicato dos Bancários do Maranhão tem o compromisso de defender uma mesa única para os bancos públicos, assim como acontece com a Fenaban envolvendo os bancos privados. Bancários do Maranhão avaliam que podiam mais No Maranhão, a indicação pela CONTRAF/CUT de aceitação da proposta rebaixada apresentada pelos bancos, teve como reposta um sonoro ‘não’ na assembleia do dia 13 de outubro. Na avaliação dos bancários do Maranhão, a força da greve - aliada ao segundo turno das eleições presidenciais e ao recorde nos lucros dos bancos - poderia extrair muito mais dos banqueiros/Governo Federal, garantindo um índice melhor, isonomia ou a recuperação das perdas do Plano Real. No entanto, venceu a decisão da maioria em todo país. Só para demonstrar: quanto ao índice, enquanto metalúrgicos conseguiram 10,81%; petroleiros, 9%; bancários do BRB, 12%; a categoria do setor econômico que obteve o maior lucro terminou a greve com o menor reajuste(7,5%); quanto à mesa única, a proposta foi, mais uma vez, apresentada de forma diferenciada entre os bancos.
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