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Representantes do Sindicato dos Bancários do Maranhão conversaram nessa terça(26) com o gerente do Banco Bradesco, agência Magalhães de Almeida, sobre denúncias de assédio moral que vários funcionários comunicaram ao Sindicato. David Sá Barros, presidente do SEEB-MA, ressaltou que as denúncias feitas denotam como é insuportável o assédio moral sofrido pelos funcionários, ao ponto de quatro bancários daquela agência terem pedido demissão por não suportarem mais as pressões no ambiente de trabalho. “Estamos aqui para tentar resolver, no diálogo, esses problemas. Caso não prospere nossa iniciativa, recorreremos à diretoria do Bradesco e ao Ministério do Trabalho. Se for necessário, denunciaremos à população maranhense a postura agressiva e de irresponsabilidade social do banco. Não há o menor sentido em qualquer gerente se arvorar ao papel de dono do Banco, até porque, na última campanha salarial, os banqueiros coordenados pela Fenaban condenaram as maiores faixas salariais a um reajuste menor que o concedido ao restante da categoria”, explicou David. Edna Vasconcelos, Secretária de Formação Sindical, pontuou a legalidade do direito que os profissionais bancários têm em denunciar qualquer tipo de assédio moral ocorrido durante a jornada de trabalho. Já a Secretária de Saúde e Segurança do Trabalho do SEEB/MA, Regina Sanches, destacou que “sabemos que todo mundo tem metas a cumprir; sejam profissionais ou pessoais. Mas devemos levar em consideração os malefícios que as metas abusivas causam à saúde da categoria”. Em defesa do Bradesco, o gerente disse que o banco não demitiu nenhum bancário recentemente por não alcançar metas, pelo contrário. “Nossa agência é formadora de profissionais. Muitos funcionários são transferidos para cargos mais elevados em outras agências”, sustentou ele. No entanto, se comprometeu, junto aos representantes do SEEB/MA, a rever o próprio comportamento perante os funcionários da agência, colocando-se, inclusive, na postura de bancário. “Esperamos que as palavras sejam cumpridas, evitando encaminhar as denúncias ao Ministério do Trabalho”, cobrou Regina Sanches. Lucro recordista E é neste contexto de assédio moral e desrespeito aos empregados que o Bradesco divulgou o lucro de R$ 7,12 bilhões, de janeiro a setembro/2010. O crescimento foi de 23,9% e o patrimônio líquido em setembro de 2010 somou R$ 46,11 bilhões, 18,6% superior a igual período do ano anterior. O resultado do terceiro trimestre, R$2,527 bilhões, é o maior da história registrado por um banco de capital aberto brasileiro para o período, segundo levantamento da consultoria Economática divulgado hoje.
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