
Quem lutou por todos não merece ser punido!
O BB enviou hoje a todos os seus funcionários um Boletim Pessoal, assinado pelos senhores Carlos Eduardo Leal Neri e Carlos Alberto Araújo Netto, no qual tenta nos persuadir a compensar as horas da greve, fazendo-nos acreditar que a compensação seria obrigatória e nos dirigindo ameaças. Afirmam no texto: " A compensação será limitada a duas horas diárias. A recusa caracteriza descumprimento do acordo, ficando passível de análise sob o aspecto disciplinar."
Em primeiro lugar, gostaríamos de esclarecer novamente que o BB não poderá descontar os dias, pois isso está garantido claramente na cláusula 56 da Convenção Coletiva de Trabalho. Exatamente por isso o Boletim Pessoal sequer menciona esta possibilidade. Mas também a ameaça de processo disciplinar não tem base nenhuma nesta mesma Convenção Coletiva e tampouco na IN do próprio banco. Não compensar não significa “descumprimento de acordo”, pois o acordo não prevê a obrigatoriedade de compensação. E a IN que trata da compensação não diz absolutamente nada sobre processo disciplinar! Sendo assim, o conteúdo do Boletim converte-se simplesmente em uma ameaça que, por sua vez, reflete uma preocupação por parte do BB: a cada ano, mais funcionários se dão conta de que não se pode fazer nada contra os que não compensam.
Afirmam também no Boletim que 71% dos funcionários que fizeram a greve estariam compensando. Não temos como confirmar este dado, mas sabemos que ele não reflete o que se passa em nossos locais de trabalho. Este percentual esconde a real situação, pois considera até mesmo colegas que registram sua saída após 5 minutos do término de sua jornada.
É lamentável que, mais uma vez, tenhamos que assistir o BB se utilizar de ameaças e bravatas para tentar impor aos funcionários a sua posição. Foi assim quando ameaçou não renovar a cláusula do acordo que previa 3 avaliações negativas consecutivas para descomissionamentos e também quando ameaçou descontar os dias de greve durante a campanha salarial. O mesmo Banco que não se cansa de nos cobrar “maturidade”, nos trata como crianças, ameaçando o tempo todo com punições e mais punições. Somos adultos e funcionários responsáveis e desta forma queremos ser tratados!
Por isso, apesar das ameaças, precisamos resistir, nos organizando em nossas equipes para não compensar as horas da greve. Precisamos também cobrar que o Sindicato de SP esteja ao nosso lado nesta batalha, exigindo que o BB retire imediatamente as ameaças e, nos próximos anos, colocando como condição para assinatura do acordo a anistia total e imediata das horas não trabalhadas.
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