
Apesar da quase certeza sobre a intervenção do Banco Central no Banco BVA, efetivada na última sexta-feira, o clima de insegurança que já rondava o sistema financeiro se agravou. O fim de semana foi marcado por troca de telefonemas entre executivos de várias instituições, especialmente as de pequeno e médio portes, que veem uma escassez ainda maior de recursos para se financiarem. “Sinceramente, não acreditamos muito quando o BC assegura que todos os problemas foram resolvidos, que, com a intervenção no BVA, deu-se por encerrado o processo de fechamento de bancos em dificuldades”, diz um integrante do setor. “Vivemos tempos de incertezas. Está cada vez mais difícil tocar nossos negócios”, acrescenta.
O motivo, destaca outro executivo, é o medo dos investidores de serem surpreendidos. Ele ressalta que, a cada intervenção, o discurso do diretor de Fiscalização do BC, Anthero Meirelles, é sempre o mesmo. Ou seja, de que não há mais problemas e que as irregularidades detectadas eram localizadas. Mas, nos últimos dois anos, sete bancos (PanAmericano, Cruzeiro do Sul, Morada, Schahin, Prosper, Matone e BVA) e uma financeira (Oboé) fecharam as portas ou tiveram as operações transferidas para outros grupos. Juntos, deixaram um rombo aproximado de R$ 10,8 bilhões. Esse buraco é maior do que o total de ativos administrados pela 32ª maior instituição do país, o Banco da Amazônia (Basa).
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