
Pressão de gerentes por cumprimento de metas acabou causando problemas psicológicos à trabalhadora
Uma bancária começou a trabalhar para o Santander em outubro de 2008. Primeiro, na agência de Lençóis Paulista, onde ficou até abril de 2010; depois, na agência de Agudos. Em setembro de 2011, ela foi demitida sem justa causa.
Seu dia a dia não era nada fácil. Na função de gerente de relacionamento, em Lençóis Paulista ela entrava às 8h15 e passava o cartão às 17h30, embora permanecesse na agência até as 19 horas. Em Agudos, a mando de seus superiores, também tinha de fraudar o ponto eletrônico: trabalhava das 8 até as 19 horas, mas passava o cartão às 17h30.
Além disso, todo fim de tarde havia reunião para cobrança das metas estabelecidas pela manhã. E as cobranças não eram nada amenas: vinham cobertas de ofensas, num clima de intimidação. Fora os xingamentos e a linguagem de baixo calão, a bancária vivia tendo de ouvir ameaças de demissão.
Esse ambiente de trabalho extremamente hostil, que conjugava uma jornada desgastante e uma pressão desmedida por cumprimento de metas, acabou causando problemas psicológicos à bancária, conforme provou o Sindicato à Justiça.
Ação
Na ação ajuizada pelo Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/Conlutas, a trabalhadora pleiteou indenização por danos morais e o pagamento de todas as horas extras além da 6a hora.
Além disso, também pediu que as comissões decorrentes da venda de produtos fossem integradas no cálculo dos depósitos do FGTS, 13o salário, férias, horas extras, etc. Ela recebia, em média, R$ 500 por mês de verbas variáveis.
No dia 15 de agosto, em audiência realizada na 1a Vara do Trabalho de Bauru, o Santander ofereceu R$ 90 mil à vítima. A ex-empregada resolveu aceitar o acordo.
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