
Sem salto alto ou maquiagem, as mulheres que atuam no ramo da construção civil provam que a moda feminina também pode ser à base de macacão e cimento. Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o número de mulheres atuando no setor aumentou em 65% nesta década. O Maranhão acompanha essa média nacional. Em 2010, o estado se tornou o 5º no país que mais empregou formalmente mulheres no mercado da construção.
É necessário considerar que essa participação feminina pode ir muito além do que apontam os números: existem mulheres que ainda atuam de forma autônoma, trabalhando, principalmente, em serviços de finalização e acabamento de obras.
Para o presidente do sindicato dos trabalhadores da construção civil, Humberto França, as mulheres atuam nessa área, onde a predominância é masculina, em pé de igualdade. Ele afirmou que hoje em dia elas desempenham várias funções no canteiro de obras e conseguem de fato, bons resultados.
“As empresas costumam contratar as mulheres em função do cuidado que elas têm no manuseio dos materiais, elas são mais pacientes, cuidadosas. Mas já existem mulheres que atuam como pedreiras, ajudantes, azulejistas, ceramicistas, eletricistas e encanadoras. Elas invadiram os canteiros de obras e estão mostrando como é que se faz, brincou”, analisou.
Ele falou ainda que um dos grandes desafios que as mulheres da categoria ainda enfrentam é o reconhecimento profissional igualitário. Segundo ele, o sindicato ainda atua para garantir que o direito das mulheres seja reconhecido.
“Nós sabemos de empresas que registram suas funcionárias em outras funções para não pagar o que é de direito à mulher. De uns três anos para cá, quando houve essa aceleração no ramo da construção civil, o sindicato vem acompanhando as necessidades da classe para garantir que se faça cumprir os direitos do trabalhador e da trabalhadora”, afirmou Humberto França.
Por outro lado, algumas modificações que buscam atender a mulher nesse campo profissional já puderam ser notadas. Nos canteiros de obra já existe a implantação de banheiros destinados ao uso feminino, bem como equipamentos de proteção individual, os EPI’s, destinados exclusivamente para o uso da mulheres. Aos poucos, o mercado da construção civil vem se adaptando à inserção do sexo frágil às atividades do cotidiano.
O diferencial em ser mulher na construção civil
Há algum tempo atuando no setor da construção, a empresária Ana Raquel Pinheiro, administradora financeira da Lastro Engenharia reforçou que as mulheres são muito requisitadas principalmente para as atividades que exigem mais paciência.
“As mulheres são mais habilidosas no que diz respeito ao acabamento das obras. A vantagem do homem é a força física, mas isso nada influi quando a preocupação é a estética. Elas acabam sempre sendo mais dedicadas do que eles,” explicou.
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