
Banco do Brasil continua implementando a gestão do medo contra seus funcionários ao mentir e aprofundar o assédio.
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Conforme vimos no último Boletim Pessoal, o Banco do Brasil continua implementando a gestão do medo contra seus funcionários ao mentir e aprofundar o assédio. Esta política de repressão não é uma medida isolada da direção do BB, mas uma política do governo Dilma. Basta lembrar que o governo implementou medidas semelhantes contra o funcionalismo federal, que realizou no primeiro semestre a sua maior greve, desde a posse de Lula em 2003.
O banco tenta de qualquer forma aumentar o número das horas de greve a serem compensadas. Esse esforço tem o claro objetivo de evitar a repetição das greves e mobilizações que têm acontecido a cada ano e implementar novos ataques aos trabalhadores, como a jornada de seis horas com redução salarial e a centralização da “área-meio”, com fechamento de várias unidades.
Ao contrário do que o banco diz, sabe que está cometendo ilegalidades quando ameaça os grevistas ao arrepio da lei e da convenção coletiva. Diferente do que afirma no Boletim Pessoal enviado na última sexta-feira, o Ministério Público propôs um acordo para que o banco suspendesse as medidas de pressão aos grevistas, como a alteração das datas das férias, mas o BB se negou a aceitar a proposta da procuradora.
Como resultado, além de várias denúncias ao Ministério Público, em vários locais, o banco tem sofrido derrotas judiciais. Em Santa Catarina, por exemplo, o banco teve que rever suas atitudes Leia com atenção um trecho do correio da Super SC, dirigida aos gestores após a decisão judicial:
a) "Os funcionários que possuem horas a compensar deverão apenas ser sensibilizados para efetuar a compensação, nos termos da Convenção Coletiva, sem no entando, a utilização de qualquer mecanismo estabelecido na IN 361, visando o cumprimento da compensação.
b) Os gestores devem abster-se de efetuar convocação formal para compensação ou qualquer outro documento escrito em relação ao assunto;
c) As agências devem abster-se de suspender férias, licenças, cursos ou abonos previamente agendados pelos funcionários, com objetivos de cumprir as horas de compensaçäo."
O texto do correio deixa claro que o banco tem consciência de que as ameaças e as medidas que vem tomando contra os grevistas não têm base na convenção coletiva. Neste momento, nós chamamos os colegas a resistirem nesta última semana, não compensando as horas da greve, ainda que haja pressão do banco.
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