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Erro do governo federal ameaça salários de servidores, inclusive no Maranhão

22/11/2010 às 00:00
O Imparcial On Line
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  O 13° salário do funcionalismo está ameaçado. E com ele também o andamento de obras importantes. Tudo porque o governo federal fez um cálculo errado das contas públicas e acabou tirando quase um mês da receita oriundas dos fundos de participação de estados e municípios, usados para pagar salários, custear a máquina pública e fazer investimentos. As informações foram publicadas no jornal Folha de S.Paulo, neste domingo.Para compensar as perdas, os governos estaduais estão diminuindo os investimentos e algumas obras foram paralisadas. No Maranhão, não é diferente. O estado é o dono do quinto maior repasse do Fundo de Participação Estadual (FPE), com 43,7%. É como se de cada R$ 100 existentes por aqui, R$ 43,70 dependessem do Fundo.A secretária-adjunta de Planejamento, em conversa com o jornal paulista, afirmou que várias obras estão paradas, entre elas a construção de escolas. Para que não falte salário, foi necessário também ajustar gastos de manutenção dos órgãos estaduais. O Imparcial Online tentará conversar com a Secretaria de Planejamento do Governo nesta segunda-feira (22) para confirmar se haverá atrasos no pagamento do 13° para o funcionalismo. Entenda o problema Tudo ocorreu por um erro de cálculo. Na sexta-feira (19), um documento oficial estimou que os repasses fecharão o ano em R$ 104,7 bilhões. Mas no Orçamento proposto pelo presidente Lula no início do ano ele previu um gasto de R$ 113,3 bilhões. Ou seja, faltam quase R$ 10 bilhões. E ai está o problema. É como se o governo tivesse que viver 12 meses com dinheiro suficiente apenas para 11 e sem saber que isso ocorreria. As regiões mais atingidas são Norte e Nordeste, que mais dependem dos repasses dos fundos. Nas prefeituras municipais, por exemplo, as receitas próprias são insuficientes para cobrir o gasto com pessoal, custeio administrativo e investimentos. Enquanto isso, congressistas querem mais salários   Com um orçamento estimado de R$ 7,4 bilhões para 2011, o novo Congresso que toma posse em fevereiro chegará custando um pouco mais. Só o reajuste nos subsídios dos 513 deputados e 81 senadores custará mais R$ 180 milhões por ano. se for aprovada a proposta de equipará-los aos ministros do Supremo Tribunal Federal, com vencimentos de R$ 26,7 mil. Hoje, os parlamentares ganham R$ 16,5 mil. Para garantir o aumento nos vencimentos, os parlamentares admitem cortes em outras áreas do gordo orçamento; mas obras grandiosas estão em curso e outras estão sendo iniciadas, como a reforma do plenário e a criação de uma praça da alimentação, ambas no Senado, ao custo de R$ 6,5 milhões. Clique aqui para ler esta notícia no site de O Imparcial

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