
Na Caixa, a taxa mensal dessa modalidade caiu 3,65 pontos porcentuais entre janeiro de 2011 e mesmo mês deste ano; no Itaú, maior banco privado do País, recuou só 0,5 pontos.
Apesar de a presidente Dilma Rousseff ter declarado "guerra aos juros" em abril do ano passado - tentando levar os bancos estatais e privados a reduzirem suas taxas e spreads - o que se viu foi a adesão dos bancos públicos a solicitação presidencial, com forte redução nas taxas praticadas em empréstimos, especialmente nos juros do cheque especial, mas uma queda modesta nas taxas dos principais bancos privados do País, conforme dados do Banco Central atualizados nesta terça-feira (08).
O maior banco privado do Brasil em volume de ativos, Itaú, tinha taxa mensal de 8,88% para o produto cheque especial em janeiro de 2012 e passou para 8,38% em janeiro deste ano, uma redução de 0,50 ponto porcentual. O Bradesco, reduziu ainda menos essa taxa, que passou de juro de 8,81% para 8,41%, queda de 0,40 ponto, seguido por Santander (de 10,33% para 10,07%, queda de 0,26), HSBC (9,93% para 9,77%, queda de 0,16) e Safra (5,80% para 4,96%, redução de 0,84).
Ainda considerando as taxas de cheque especial, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, ambos estatais, reduziram esse custo de crédito de 7,90% ao mês para 4,25% (3,65 pontos) e de 8,75% para 5,30% (3,45 pontos) em igual comparação de período, respectivamente. Ao longo do ano passado, a taxa Selic, que é referência para o custo do dinheiro, foi reduzida de 11% ao ano para 7,25% ao ano.
De acordo com o professor de finanças do Insper, Alexandre Chaia, "faltou uma negociação mais ampla entre o governo e os bancos" para haver uma redução sustentável dos juros em bancos privados. Segundo ele, seria necessário ter uma redução dos custos bancários também, "com redução de impostos e custos empregatícios", além da redução da Selic.
Entre os bancos privados, o Itaú afirmou ter reduzido suas taxas de juros diversas vezes ao ano e alegou que orienta os clientes a buscarem taxas mais adequadas ao seu perfil. Já o HSBC disse que as taxas publicadas são de referência, variando de acordo com o relacionamento do banco com o cliente. O Safra disse cobrar as menores taxas do mercado entre os bancos privados. O Santander não se manifestou até o término desta reportagem e o Bradesco afirmou, via assessoria de imprensa, que não se manifestaria sobre o assunto.
Entre os bancos estatais, representantes do Banco do Brasil disseram, via comunicado oficial, que a redução dos juros é um compromisso do banco de manter suas taxas entre as menores do País. A Caixa Econômica não se manifestou.
No caso do crédito pessoal também houve redução de taxas de juros ao longo do ano, mas com maior ênfase junto nos bancos privados. Vale destacar, no entanto, que as taxas praticadas pelos bancos públicos no período já eram bem menores do que as taxas dos privados para esse produto.
A Caixa cobrava 2,71% de juros ao mês em janeiro do ano passado nesse produto, que passou a 1,70% em janeiro deste ano, uma redução de 0,62 ponto porcentual. No BB essa mesma taxa passou de 2,81% ao mês para 2,13%, queda de 0,69 ponto. Entre os bancos privados, no HSBC essa taxa ficou 0,51 ponto porcentual menor, de 4,46% ao mês para 3,95%. O Safra reduziu a taxa mensal de 2,34% para 1,72%, corte de 0,62 ponto no período.
Os demais bancos privados promoveram cortes mais significativos do que os bancos públicos. O Santander cortou o juro de crédito pessoal de 3,61% ao mês para 2,77%, queda de 0,84 ponto. No Itaú, houve baixa de 0,93 ponto porcentual na taxa mensal, que passou de 4,43% em janeiro de 2012 para 3,50% mensais neste mês. Bradesco se destacou nesse produto fez um ajuste de baixa de 1,24 ponto porcentual para esse produto na comparação com janeiro de 2012, de 5,3% para 4,07% ao mês.
Veículos
Os financiamentos de automóveis também foram reduzidos em todos os bancos. A taxa de juros mensal do Banco do Brasil nessa linha passou de 1,82% ao mês em janeiro de 2012 para 1,18% em janeiro deste ano, queda de 0,61 ponto porcentual. Na Caixa, a queda foi de 0,83 ponto e passou de 2,08% para 1,25% ao mês. O Bradesco acompanhou e cortou essa taxa de 1,97% em janeiro de 2012 para 1,33% neste mês, queda de 0,64, No Santander a taxa mensal para financiar veículos foi de 1,82% para 1,30% no mesmo período, queda de 0,52 ponto, mesma proporção praticada pelo Itaú, cuja taxa foi de 1,85% para 1,39%, queda de 0,52.
Pacote de tarifas
Os pacotes de tarifas básicos cobrados pelos bancos dos contistas, na contramão das taxas de juros, registraram alguns aumentos ao longo do ano passado. De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), levantados até agosto do ano passado, houve aumento nas tarifas dos pacotes básicos tanto dos principais bancos privados do País como no da Caixa Econômica Federal. O Banco do Brasil manteve o pacote básico de tarifas estável, assim como o Santander.
O pacote de tarifas batizado de Econômico, do BB, se manteve em R$ 11,90. Na Caixa, o pacote Fácil custava R$ 9,80 em abril e passou para R$ 12,80 em agosto, aumento de 31%. Entre os bancos privados, o Santander sustentou o preço do pacote Simples em R$ 19,90 até agosto. Já o Bradesco aumentou em 23% o pacote Básico, passando de R$ 10,90 em abril para R$ 13,40 em agosto. O pacote Econômico, do Itaú, ficou 36% mais caro, de R$ 9,90 em abril e foi para R$ 13,45 em agosto. O pacote Básico do HSBC, que custava R$ 15, passou para R$ 18, aumento de 20%.
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