
A Serasa Experian registrou 2,14 milhões de tentativas de fraudes contra o consumidor brasileiro em 2012, maior número desde 2010, quando começou a medição. Segundo a empresa, o resultado mostrou que a cada 14,8 segundos um consumidor brasileiro foi vítima de tentativa de roubo de identidade. Criminosos usam dados de outras pessoas para aplicar golpes na emissão de cartões de crédito, abertura de con- tas-correntes e compra de bens.
O setor de telefonia foi o mais visado, com 749.213 casos, 35% do total registrado, enquanto o de serviços fechou o ano com 746.318 ataques frustrados. Houve queda nas tentativas de fraudes nos bancos, para 18% em 2012 ante 26% em 2011, "por conta da retração na procura por crédito", diz nota da Serasa.
Segundo a empresa, a telefonia foi mais visada porque os golpistas costumam comprar telefone para ter um endereço e comprovar residência. A partir daí abrem contas em bancos para terem talões de cheque, cartões de crédito e acesso a empréstimos em nome de outras pessoas. Estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas dobram as probabilidades de uma pessoa ser vítima de fraude.
Outro cuidado necessário é com o preenchimento de cadastro em lojas e na Internet: "É comum as pessoas fornecerem seus dados sem verificar a idoneidade e a segurança desses locais", afirmou a Serasa, acrescentando que "a popularização da Internet e das mídias sociais é apontada como um fator impulsionador desse tipo de ação criminosa".
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