
O banco recebeu 1.108 reclamações durante o ano, segundo pesquisa. Na sequência, estão a Claro e o Bradesco, líder de queixas em 2011.
O Itaú Unibanco liderou o ranking de empresas que mais geraram reclamações na cidade de São Paulo em 2012, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (12) pela Fundação Procon, órgão vinculado à Secretaria estadual da Justiça e Defesa da Cidadania. A instituição financeira recebeu 1.108 reclamações durante o ano. É a segunda vez seguida que um banco lidera o ranking, elaborado desde 1998. Em 2011, o Bradesco recebeu o maior número de queixas.
Na sequência, estão a Claro, com 1.006 reclamações; o Bradesco, com 976; a Vivo, com 967; a B2W, com 718; o Banco Votorantim, com 621; o Carrefour, com 595; o Grupo Oi, com 586; a Eletropaulo, com 576, e por último o Santander, com 568. A lista das 50 empresas mais reclamadas pode ser acessada no site do órgão.
Os dados fazem parte do Cadastro de Reclamações Fundamentadas, divulgado anualmente pelo Procon. São consideradas no ranking apenas as queixas registradas por meio de um processo administrativo no órgão após não ter ocorrido acordo com a empresa na fase inicial do atendimento.
No total, foram 4.027 empresas reclamadas ante 3.639 no ano anterior. O Procon destacou, entretanto, que o número reclamações fundamentadas caiu no ano passado. O número foi reduzido de 33.401 em 2011 para 29.697 em 2012.
"O total de reclamações solucionadas saltou de 87% em 2011 para 88%", afirmou o diretor-executivo do Procon, Paulo Arthur Góes.
Mais reclamadas por percentual de não atendimento
No ranking das 10 empresas mais reclamadas por percentual de não atendimento, quem lidera a lista é o Banco Votorantim, com 91% das reclamações não atendidas. “O BV foi a instituição que menos atendeu seus consumidores em 2012”, destacou Góes.
Na sequência, aparecem Carrefour (63% das reclamações não atendidas), Eletropaulo (62%), Bradesco (60%), Itaú Unibanco (58%), Grupo Oi (51%), Santander (47%), B2W (29%), Claro (21%) e Vivo (16%).
Segundo o Procon, o número total de atendimentos para consultas, orientações e queixas em 2012 foi de 602.611, uma diminuição de 17% em relação ao registrado em 2011. Estes atendimentos geraram 139.066 encaminhamentos de reclamações à empresas. Nesta fase preliminar, segundo o órgão, 79% dos casos foram solucionados e 21% (29.697) se transformaram em reclamações fundamentadas.
De acordo com o balanço, em 2012, a área de produtos (móveis, eletrônicos e vestuário, dentre outros) foi a que registrou maior número de reclamações (33%); seguida por assuntos financeiros (bancos, seguradoras, financeiras) com 25,7% e serviços essenciais (telecomunicações e energia elétrica, saneamento básico, etc), com 16,5%.
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