
A popularização do ingresso ao ensino superior mudou o cenário educacional do país. Atualmente os brasileiros estão passando mais tempo no meio acadêmico, como indicam os dados mais recentes da Síntese dos Indicadores Sociais (SIS), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento no número de jovens entre 18 e 24 anos que frequentam um curso superior (inclusive mestrado e doutorado), foi de 27% para 51%, no período 2001-2011.
Segundo a doutora em Educação Lourdes Reis, a busca dos jovens pela especialização se deve principalmente à competitividade do mercado de trabalho, “porque o mercado hoje valoriza mais quem tem um diploma de nível superior, principalmente se tiver pós-graduação. Além disso, as instituições privadas passaram a facilitar o acesso dos alunos, disponibilizando um número significativo de vagas” afirma.
Por outro lado, Lourdes explica que a evasão no ensino superior tem aumentado. “Esta observação parte da minha vivência com os alunos, que lidam com muitas dificuldades financeiras para manterem-se na instituição privada e outros que desistem de um curso na universidade pública, porque os horários são muitas vezes incompatíveis com os do emprego.”
Para superar esse obstáculo, existem programas de inclusão educacional promovidos pelo Ministério da Educação e de iniciativa privada, como o Programa Universidade para Todos (Prouni), o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Educa Mais Brasil, que conseguem não só matricular o aluno, como também mantê-lo na instituição. Estes programas, direcionados aos candidatos com baixa condição socioeconômica, oferecem bolsas de estudo integrais e parciais ou, no caso do Fies, boas condições de financiamento do curso.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!