
Estudo divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o salário mínimo a R$ 540 a partir de janeiro de 2011 leva o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um fato inédito: em oito anos de mandato, este é o primeiro em que não haverá aumento real. A medida, uma das últimas adotadas pelo governo do ex-operário, é considerada um equívoco pelo Dieese. Foi concedido ao salário mínimo um reajuste de 5,88%, passando de R$ 510 para R$ 540. Com isso, houve uma perda de 0,55% para a inflação. Para o Dieese, o governo federal deveria ter assegurado pelo menos a reposição provocada pelo aumento dos preços. O valor do salário mínimo de 2011 foi definido pelo PIB de 2009, que teve variação negativa de 0,6%, mais o INPC de janeiro a dezembro de 2010, estimado em 6,47%. "Para que fosse aplicada a mesma variação do INPC, o valor deveria ser de R$ 543", pontua o Dieese. Como parte de uma iniciativa do governo Lula, o novo valor do piso salarial nacional vem sendo definido a partir de uma fórmula negociada entre o governo e as centrais sindicais, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT). O acordo que define a política de valorização do salário mínimo prevê que a correção ocorra pela combinação entre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores mais a variação da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC) no período. O governo Lula chega ao fim com aumento real de 52,83% para o salário mínimo, tendo sido o reajuste de 2006 o mais representativo, com ganho de 13% para os trabalhadores. No começo de 2010, a valorização real foi de 6,02%. O poder de compra do salário entre 2003 e 2010 passou de pouco mais de uma cesta básica para 2,04 cestas básicas. Os dados do Dieese indicam que, mesmo com a elevação menor que a inflação, o salário mínimo vai injetar R$ 18 bilhões na economia, beneficiando diretamente 47 milhões de pessoas.
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