
A assembleia do dia 08 de maio, que aprovou a CCV, dando mais uma carta em branco ao Banco do Brasil, como no "acabamento" da campanha salarial passada, teve a cara e o corpo da direção do sindicato de Brasília. Depois não querem que a galera confunda direção do sindicato, que é "trocável", pelo próprio sindicato, que deveria ser "introcável", aonde todos(as) deveriam ser sindicalizados(as).
A defesa da diretoria, tirando a baixaria de dizer que quem é contra a instalação da CCV é da oposição e tem interesses outros que não os funcionários do BB; tirando essa e outras baixarias não dignas da história da CUT, a defesa da direção foi a do direito individual democrático de o funcionário, livremente, diante do patrão, querer ou não fechar um acordo com o banco, com toda "assessoria" sindical e jurídica do própria diretoria. Como se ao trabalhador fossem dadas a liberdade e a soberania de negociar com o patrão, numa abstração sem tamanho, também não digna da história da CUT.
A diretoria que diz que vai dar toda assessoria política, sindical e jurídica é a mesma que coloca o direito individual acima do direito coletivo e, pior, da opção daqueles que confiaram na palavra da diretoria e entraram com ações. A esses, que coletivamente optaram em encarar o banco, a esses, restam-lhes a suspensão das ações e a continuidade das pressões e do assédio moral, "longe" dos olhos dos "assessores" sindicais, para que adiram à merreca da CCV e abandonem de vez as ações, em nome de uma carreira no banco.
A maioria das pessoas que foram a assembleia, foram com um único propósito: a de aprovar a CCV, sem se importar em dizer que querem seguir carreira no banco e não entrariam com ação das 7ª e 8ª horas (e aqui a ordem dos argumentos não muda o produto), como se outros, que querem entrar com ações e lutar contra este malfadado plano, tivessem outros interesses.
São as mesmas pessoas, com raríssimas exceções, "convocadas" a acabar com a campanha salarial quando assim lhe aprouver a esse sindicalismo, aonde o direto individual se sobrepõe ao direito coletivo. Até aqui nada de novo: quando se quer iniciar uma greve na campanha salarial, apoia-se nos grevistas, nos que acham que o direito coletivo está acima do individual; quando se quer enterrar a campanha ou aprovar um CCV para o banco, apoia-se no direito individual das pessoas que querem fazer carreira, não querem entrar com ação, não fazem a greve e querem a CCV, a PLR, o reajuste salarial, e tudo que uma campanha salarial possa conquistar.
É, a assembléia de hoje teve a cara, o corpo e alma desse tipo de sindicalismo governista, que continua com crise de identidade, sem saber se defende o governo "deles" ou se defende quem tem que defender realmente, os trabalhadores. Apoiando-se na falta (ou falsa) de consciência política do trabalhador.
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