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PLANTÃO / OPINIÃO

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Confira o artigo "Os Contundidos" do bancário da Caixa, Leopoldo Veloso Neto

28/05/2013 às 15:27
Leopoldo Veloso Neto, bancário da Caixa Econômica
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Nada contra o esporte, pelo contrário, afinal todos nós temos um time de coração.

O futebol brasileiro “ainda” é capaz de trazer o foco internacional para o nosso país.

Cada time tem seu técnico, plantel titular, com número de reservas suficientes para entrar em campo toda vez que o jogo precisar de jogadores descansados, para chegar em vantagem até os noventa minutos de partida.

Os grandes clubes que compõem a elite do futebol contam com excelentes instalações nos CT’s, os jogadores têm assistência médica e paramédica de ponta, moram muitíssimo bem, alimentos selecionados servidos diariamente à mesa, dormem bem, até porque preocupação não existe. Polpudos salários caem em suas contas religiosamente na data correta, fora os “bichos” recebidos pelas grandes conquistas.

A única coisa que os jogadores precisam fazer é jogar uma ou duas vezes por semana, durante 90 minutos, treinando em excelentes gramados, com toda assistência e regalias. Afinal, trabalham se divertindo, pois ganham muito bem para fazer o que mais gostam o que para os pobres mortais significa LAZER, quando o tempo sobra ou o cansaço de uma semana exaustiva de trabalho permite.

Até a algum tempo atrás, pensei que fazia parte de um grande time, como os de maiores torcidas, mas eu e meus parceiros estávamos vivendo uma miragem.

Enquanto o TITE é chamado de “paizão” pelos integrantes de seu plantel, devido sua maneira enérgica, porém carinhosa de zelar pelos seus comandados, nós do time da CAIXA, que suamos a camisa, não durante 90 minutos duas vezes por semana, mas oito/dez horas por dia, cinco dias da semana, sem direito sequer de receber por conta o que ultrapassa o tempo de jogo.

Ao contrário de “paizão”, temos um padrasto. Enquanto os CT’s dos clubes disponibilizam um gramado de primeira, hidromassagem, nutricionistas, etc., para satisfação dos jogadores, nós da CAIXA, trabalhamos em condições insalubres; ar-condicionado velho e quebrado=sauna obrigatória, comemos, ou melhor, engolimos rapidamente o contido em um “bandeco”. Médicos, nem temos mais, porque nosso plano de saúde é de péssima qualidade e os profissionais de ponta não querem mais atender nem trabalhar para o nosso “clube”. Por que será?

Economiário não dorme, desmaia de cansaço ou toma medicamento prescrito por seu médico, para suportar a pressão, a cobrança, a exigência dos “técnicos”, sem falar no consequente stress, medo, pânico, devido à violência, já que fazemos parte dos profissionais de risco, se não pela bala, mas de infarto do miocárdio.

Fazendo uma reflexão: se a “nossa CAIXA” TEM TANTA GRANA PARA PATROCINAR OS TIMES DOS OUTROS, POR QUE NÃO PATROCINA SEU PRÓPRIO PLANTEL? Dinheiro então tem de sobra, porque esbanja para escrever seu nome nas equipagens vermelho/preto e branco/preto. Por que então não paga o que é devido aos seus empregados, que estão tendo de entrar na justiça e esperar que ela se faça, para recebermos o que nos é de direito?

Temos de continuar jogando nesse time todos os cinco dias da semana, estampar o nome da CAIXA em nossas cabeças, mas não mais em nossos corações.

Esperamos findar nosso contrato, ainda em condições de saúde suficiente para que outro time de brio compre nosso passe, pois jogar bem nós jogamos e somos campeões no que fazemos, falta apenas que sejamos valorizados como queremos e respeitados como exigimos.

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