
O salário médio de um profissional em ocupações de nível superior subiu de cerca de R$ 2 mil, em 2009, para pouco menos de R$ 2,4 mil em 2012. A variação representa um aumento real, ou seja, acima da inflação, de cerca de 16% no período, considerando valores atualizados para dezembro de 2012.
Os dados são do estudo "Perspectivas profissionais - nível técnico e superior", divulgado nesta quarta-feira, 3, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
"O ritmo de crescimento - mas não o crescimento em si - dos salários reais desses profissionais chegou a se reduzir ligeiramente entre meados de 2010 e fins de 2011, mas retomou o vigor ao longo de 2012, apesar da redução do crescimento econômico no período", cita o estudo.
O crescimento real dos salários, no entanto, é bastante heterogêneo quando se consideram as diferentes atividades de nível superior. Entre os maiores ganhos salariais, predominam ocupações típicas do setor público, médicos, algumas especializações de engenharia e arquitetura, pesquisadores em engenharia e em ciências da agricultura e algumas especializações de professores do ensino superior.
Há também ocupações de nível superior que apresentaram queda dos salários reais dos profissionais admitidos no período entre 2009 e 2012. Este grupo corresponde a 19 famílias ocupacionais, com destaque para algumas retrações superiores a 20%, como no caso dos defensores públicos e procuradores da assistência judiciária (perdas reais de 25,1%), engenheiros de alimentos e afins (27,4%), músicos intérpretes (31,8%), chefes de cozinha e afins (37,3%), engenheiros ambientais e afins (52,6%) e delegados de polícia (64,4%). As variações salariais apresentadas nas tabelas se referem às tendências médias verificadas para o Brasil.
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