
O Brasil criou 826.168 novos postos formais de trabalho no primeiro semestre deste ano, informou nesta terça-feira (23) o Ministério do Trabalho e Emprego, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Isso representa uma queda de 21,1% frente ao mesmo período do ano passado, quando foram abertas 1,04 milhão de vagas.
É o pior resultado para o período desde 2009, quando foram criados 397.936 empregos com carteira assinada. Em junho, no entanto, houve alta na criação de vagas formais: foram 123.836 no mês, acima dos 120.440 postos formais criados em junho de 2012.
Os números de criação de empregos formais do acumulado deste ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo (até o mês de maio). Os dados de junho ainda são considerados sem ajuste.
Setores da economia
Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços liderou a criação de empregos formais no primeiro semestre deste ano, com 361.180 postos abertos, ao mesmo tempo em que a indústria de transformação foi responsável pela contratação de 186.815 trabalhadores com carteira assinada.
Já a construção civil abriu 133.436 trabalhadores com carteira assinada. O setor agrícola, por sua vez, gerou 115.745 empregos no primeiro semestre, enquanto o comércio fechou 13.693 vagas formais nos seis primeiros meses de 2013. A administração pública foi responsável pela contratação de 30.861 pessoas no primeiro semestre.
Distribuição geográfica dos empregos
Por regiões do país, ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, o destaque ficou por conta do Sudeste, com 474.030 postos formais abertos nos seis primeiros meses de 2013. Em segundo lugar, aparece a região Sul, com a abertura de 227.978 vagas com carteira. A região Centro-Oeste, por sua vez, abriu 130.224 postos de trabalho. Já a regiões Norte criou 20.506 vagas formais no primeiro semestre deste ano, enquanto que o Nordeste fechou 26.570 empregos c carteira assinada no mesmo período.
Previsão para 2013 recua
O ministro do Trabalho, que há alguns meses estimou que a criação de vagas formais poderia atingir 1,7 milhão neste ano, revisou sua previsão. Segundo ele, diante do quadro atual da economia, a abertura de vagas formais poderá chegar a "no máximo" 1,4 milhão em 2013.
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