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A afirmação da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de que a luta dos trabalhadores por emprego decente é uma questão apenas ideológica mostra a falta de compromisso dos banqueiros com as reivindicações da categoria. Um dos principais itens da pauta é a terceirização. O PL 4330, que regulamenta a prática, tem previsão de votação para o dia 03 de setembro.
Questionada sobre o que mudaria nas agências se o projeto fosse aprovado e se a intenção era terceirizar todos os serviços, a federação ironicamente disse que não sabia e afirmou que a terceirização feita pelos bancos é lícita, possível e necessária.
A prática beneficia apenas as empresas, pois reduz custos, retira direitos e precariza o trabalho. Sem pestanejar, durante a rodada desta sexta-feira (16/08), a Fenaban disse que o PL inova com as proteções e garantias para o prestador de serviço e o tema não interfere na mesa de negociação, ou seja, nada feito.
Diante do impasse, a categoria vai ampliar a mobilização para derrubar o projeto. Outro ponto de divergência diz respeito aos correspondentes bancários, criados inicialmente para suprir a demanda dos locais onde não há condições de ter uma agência. Hoje, os bancos abusam da abertura dos correspondentes para cortar gastos, inclusive, muitos estão localizados ao lado das agências.
A Fenaban afirmou que o fato não impede que o número de unidades bancárias cresça e que se o Banco Central permitiu, não deve haver restrição de local. Por fim, foi categórica ao dizer que nada muda em relação ao item.
Jornada de trabalho
Os bancários denunciaram ainda a jornada estendida, praticada por diversas organizações financeiras. Mais uma vez, não houve avanço.
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