
Embora o mercado de trabalho tenha evoluído muito desde 2003, com geração recorde de emprego, a desigualdade ainda persiste e os negros e as mulheres são duramente castigados. A taxa de desemprego é um dos principais termômetros utilizados para mostrar o preconceito.
Estudo do Dieese (Departamento Intersindical e Estatística e Estudo Socioeconômico) aponta que 53,9% dos trabalhadores que buscam uma vaga no mercado de trabalho há menos de um ano são mulheres.
Se a cor da pele for levada em consideração, o índice é de 53,3% entre os negros. Os dados são maiores entre os desempregados há mais de um ano. As mulheres são 63,2% e os negros, 60,6%.
A pesquisa revela que a discriminação é mais perceptível quando o desemprego reduz. Segundo o Dieese, em 1999, quando a taxa era perto de 20%, negros e mulheres eram cerca de metade dos trabalhadores sem emprego há mais de um ano. Em 2012, quando a desocupação foi de 10,5%, eles superavam 60% dos desempregados de longo prazo.
A escolaridade também influencia na hora da seleção. Hoje, 46,2% dos brasileiros que estão há muito tempo sem um trabalho têm apenas o ensino médio completo ou o superior incompleto.
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