
Os cinco maiores bancos em atividade no Brasil tiveram, no primeiro semestre, novos ganhos recordes. Os lucros somados encostam nos R$ 30 bilhões.
No entanto, do lado de dentro da agência, nem tudo é festa. Diariamente, o bancário é obrigado a cumprir metas inatingíveis e se não vender os serviços corre sério risco de ser demitido.
A irresponsabilidade social das organizações financeiras é tão grande que nem mesmo a solidez alcançada nos últimos anos é capaz de mudar a postura das empresas.
Para se ter ideia, juntos, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa representam 85% de todo o sistema financeiro nacional. Quatro deles também são destaque no ranking de reclamações de clientes. O Santander é líder de queixas há sete meses consecutivos. O rol tem ainda o Itaú, BB e Caixa.
O presidente do Sindicato da Bahia, Euclides Fagundes, explica que a política de resultados a todo custo afeta a vida de trabalhadores e clientes. “O empregado tem metas impossíveis de serem atingidas e sofre pressão absurda. Do outro lado, o correntista tem problemas com produtos inadequados e a cobrança por serviços não solicitados”.
Os números mostram o resultado dos abusos. Em 2012, a receita dos maiores bancos com tarifas chegou a R$ 86 bilhões, crescimento de 12,7% em relação ao mesmo período de 2011. Resta saber o quanto dessa política do “se colar, colou” entra na fatura. Uma falta de responsabilidade inaceitável.
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