
A terceirização e a consequente precarização do trabalho bancário é inaceitável sob todos os aspectos. As organizações financeiras, o setor mais lucrativo do país, têm por obrigação gerar empregos formais, com todos os direitos trabalhistas e compatíveis com o nível de cobranças e responsabilidades exigidas dos bancários.
No caso do Banco Postal, assumido pelo Banco do Brasil em 2012, existe ainda o agravante de se tratar de um banco público, que deve dar o exemplo no que se refere ao papel social e ao cumprimento das leis trabalhistas. É inadmissível que uma empresa com o porte, história e responsabilidade do BB, promova deliberadamente a precarização do trabalho através da terceirização.
Desde janeiro de 2012, o banco agregou à rede 6.195 novos pontos de atendimento, que vendem produtos e serviços da instituição financeira, mas sem qualquer funcionário concursado.
Desta forma, a empresa, ao invés de aumentar o número de empregados nas agências, tem preferido investir no Banco Postal, onde o trabalhador custa até 80% menos e sem nenhum dos direitos assegurados em Convenção Coletiva de Trabalho.
Banco Postal não oferece segurança
Além dos salários rebaixados, outro elemento que faz o Banco Postal ser mais barato do que uma agência tradicional é a ausência de vigilantes. Deste modo, põe em risco a vida de milhares de trabalhadores e clientes, em nome da expansão da lucratividade.
O modelo de atendimento também aumenta a discriminação que, há alguns anos, o BB copia dos bancos privados, adotando uma política de segmentação e expulsão dos mais pobres das agências tradicionais.
É preciso lembrar que a instituição financeira desembolsou nada menos do que R$ 3,35 bilhões ao arrematar, em 2011, o Banco Postal do Bradesco. Além do lance de R$ 2,3 bilhões, pagou mais R$ 500 milhões pela rede de mais de 6 mil agências dos Correios, R$ 350 milhões pelas transações bancárias e R$ 200 milhões para implantar o serviço nas unidades franqueadas. Valor considerado muito alto.
Mas, pior do que jogar dinheiro fora é fazer isto precarizando o serviço bancário. Em vez de gastar com correspondentes, o BB tinha a obrigação de investir em agências próprias, gerando mais emprego.
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