
A greve nacional dos bancários começa nesta quinta-feira (19/09) com toda força e a responsabilidade é das empresas. Há mais de um mês a categoria tenta negociar as reivindicações, mas a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não ouve. Pior, mostra que não tem preocupação com a saúde, as condições de trabalho e a segurança.
O fato mostra desrespeito não só com os trabalhadores, mas também com os clientes, afinal a pauta inclui questões de interesse da sociedade, como contratação para prestar atendimento humanizado e de qualidade e a redução das taxas de juros e tarifas, as mais altas do mundo.
O comportamento em todas as mesas foi de intransigência do início ao fim. Desde julho, foram quatro rodadas e, em todas, as principais reivindicações foram negadas. No final, os bancos ofereceram reajuste rebaixado de 6,1%. A categoria maranhense quer 22%.
Estudo do Dieese comprova que é possível pagar. Os seis maiores bancos tiveram lucro líquido de quase R$ 30 bilhões no primeiro semestre, média de R$ 62,5 mil por empregado. A alta é de 19,4% em relação ao mesmo período do ano passado. No quesito emprego, as organizações financeiras terminaram o semestre com média de 22,95 funcionários por agência, queda de 5% sobre os 24,15 de 2012.
A meta é outro problema grave que as empresas se recusam a discutir. A política perversa que transforma bancários em vendedores de produtos e serviços tem elevado o número de doenças ocupacionais, principalmente de cunho psicológico. No ano passado, 21.144 funcionários foram afastados por adoecimento, 25,7% por transtornos mentais, uma consequência direta da pressão e do assédio moral.
Dia Mundial da Conscientização Sobre o Autismo - por mais respeito, compreensão e conhecimento!
SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
© SEEB-MA. Sindicato dos Bancários do Maranhão. Gestão Trabalho, Resistência e Luta: por nenhum direito a menos!