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DESTAQUE / CAMPANHA SALARIAL

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Greve deve mudar postura intransigente dos patrões

Nesta segunda-feira (23/09), os bancários visitaram as agências da Rua Grande para fortalecer ainda mais a greve.

23/09/2013 às 09:58
Ascom/SEEB-MA
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Foto: Arlíria Frazão (Ascom/SEEB-MA)

A greve dos bancários continua por tempo indeterminado em todo o país. Nesta segunda-feira (23/09), os bancários maranhenses visitaram as agências da Rua Grande, no Centro de São Luís, com o objetivo de aumentar ainda mais a adesão ao movimento, além de esclarecer a população.

“Vamos intensificar a paralisação para pressionar os patrões a retomarem as negociações. Até o momento, os banqueiros e o Governo Federal não apresentaram nova proposta à categoria e nem definiram uma agenda de negociações, prolongando a greve. No entanto, com a adesão cada vez maior dos bancários, esta postura intransigente dos patrões deve mudar” - afirmou o presidente do SEEB-MA, José Maria Nascimento.

Assembleia

Ainda hoje (23/09), os bancários voltam a se reunir às 17h, na sede do SEEB-MA, para avaliar a greve a nível nacional e para discutir meios de ampliar o movimento nos próximos dias.

Greve no Maranhão

No Maranhão, a adesão dos bancários à paralisação chegou a 85%, segundo balanço divulgado pelo SEEB-MA na sexta-feira (20). Todas as agências de bancos públicos estão fechadas na maior parte do Estado. A adesão nos bancos privados também é significante e cresce a cada dia, apesar do assédio e das ameaças dos bancos.

Saiba mais

Os bancários cruzaram os braços desde quinta-feira (19/09) e só retornam às atividades quando os patrões apresentarem uma proposta decente.

Os trabalhadores votaram pela paralisação depois que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se recusou a atender as principais reivindicações da categoria, tais como: reajuste de 22%, contratação de mais bancários, combate ao assédio moral, saúde, segurança, dentre outras.

Outro fator que fez os trabalhadores radicalizarem o movimento foi o reajuste de 6,1%. O índice é muito baixo, principalmente diante do lucro do setor, que beirou os R$30 bilhões somente no primeiro semestre deste ano.

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