
Clientes e usuários também são vítimas dos abusos dos banqueiros. Filas enormes, falta de segurança, além dos juros extorsivos.
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O SEEB-MA realizou ato público, nesta terça-feira (24/09), em frente ao Banco da Amazônia da Praça Pedro II, no Centro de São Luís. A manifestação teve como objetivo esclarecer a sociedade sobre os motivos da greve e cobrar dos banqueiros e do Governo Federal a retomada das negociações.
Historicamente, a população apoia a greve dos bancários, pois também é vítima do descaso dos bancos. Diariamente, clientes e usuários sofrem com as filas enormes - que se formam devido ao número insuficiente de bancários -, com a falta de segurança nas agências e com os juros extorsivos.
Neste ano, os bancários reivindicam a contratação de mais empregados, segurança, respeito à Lei das Filas, dentre outras questões de interesse da população, mas todas foram negadas pelos patrões. Nem o lucro, de quase R$30 bilhões, sensibilizou a classe patronal a investir em melhorias para bancários, clientes e usuários.
Por isso, a greve é a única forma de pressionar a classe patronal a negociar e apresentar uma proposta decente, que garanta, além de reajuste digno, melhores condições de trabalho para os bancários e de atendimento ao público!
Greve forte em todo o país
Nesta terça-feira (24/09), a greve dos bancários completa seis dias, sem previsão para chegar ao fim. Até o momento, banqueiros e Governo Federal não apresentaram outra proposta nem marcaram nova rodada de negociação.
Enquanto isso, no Maranhão, a greve se fortaleceu com a adesão de mais bancários, principalmente no interior do Estado. Ainda hoje, às 17h, os bancários maranhenses voltam a se reunir às 17h, na sede do SEEB-MA, para avaliar a Campanha Salarial em todo o país e para discutir os próximos passos do movimento!
No Brasil, as paralisações já atingiram 9.015 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados nos 26 estados e Distrito Federal, um crescimento de 23,8% em relação à sexta-feira (20/09).
Saiba mais
Os bancários cruzaram os braços desde quinta-feira (19/09) e só retornam às atividades quando os patrões apresentarem uma proposta decente.
Os trabalhadores votaram pela paralisação depois que a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) se recusou a atender as principais reivindicações da categoria, tais como: reajuste de 22%, contratação de mais bancários, combate ao assédio moral, saúde, segurança, dentre outras.
Outro fator que fez os trabalhadores radicalizarem o movimento foi o reajuste de 6,1%. O índice é muito baixo, principalmente diante do lucro do setor, que beirou os R$30 bilhões somente no primeiro semestre deste ano.
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SEEB-MA: 91 anos de lutas, conquistas e presença na vida da categoria
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