
Sem data para terminar, a greve dos bancários chega hoje (1º) ao seu 13º dia. E enquanto o canal de negociações entre bancários e banqueiros ainda se mantém fechado, o movimento ganha força. Na capital do estado, São Luís, a adesão já é de praticamente 100%. A agência do Banco Bradesco, situada na Avenida Magalhães de Almeida – a única que ainda se mantinha em funcionamento –, também parou, na manhã de quinta-feira (26). Já os bancos HSBC, Bradesco e Itaú conseguiram impedir os piquetes organizados pelo sindicato na porta das agencias, junto à Justiça do Trabalho. Ontem (30), a categoria realizou um novo ato público, em frente à agência da Caixa Econômica Federal, na Avenida Jerônimo de Albuquerque, no bairro da Cohab.
Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), Eloy Natan Nascimento, os bancos HSBC, Bradesco e Itaú entrou com ações diferentes e isoladas, porém da mesma natureza, na Justiça do Trabalho. Ele explicou que na última sexta-feira (27), o sindicato foi notificado sobres os “interditos proibitórios” que impedem a realizam de piquetes nas portas das referidas instituições.
“Eles alegaram que o nosso movimento estava prejudicando a entrada de clientes e funcionários que não queriam aderir ao movimento. Disseram que os funcionários estavam sendo coagidos pelo sindicato, o que não é verdade. Felizmente o nossa greve continua dentro da legalidade, uma vez que o movimento foi reconhecido pela Justiça como legítimo e isso nos torna mais fortes e convictos de nossos direitos”, explicou o sindicalista.
De acordo com Eloy Nascimento, o Bradesco da Magalhães de Almeida, que ainda se mantinha de portas abertas ao público, também aderiu à greve e por conta disso a porcentagem em São Luís, chegou a praticamente 100% das instituições fechadas.
Ele explicou que no interior a adesão dos bancos privados é crescente, apesar das pressões por parte dos banqueiros. “Nas principais cidades do estado, como Imperatriz, Caxias e Açailândia, a greve tem se mostrado forte e as instituições estão todas de portas fechadas. Dos 300 pontos de atendimento, existentes em todo o Maranhão, entre instituições públicas e privadas, mais de 250, ou seja, quase 90% já aderiram ao movimento”, declarou Nascimento.
Durante o ato público realizado na manhã de ontem, em frente à agência da CEF da Cohab, a categoria – que reivindica, entre outros pontos, reajuste salarial, isonomia, segurança, saúde, contratação de mais bancários e respeito à “lei das filas” – cobrou, ainda, a reabertura das negociações.
“A greve é de total responsabilidade dos banqueiros e do governo federal, que insistem em dizer que os lucros não subiram tanto e a economia do país não vai bem”, disse Eloy Nascimento.
De acordo com o sindicalista, “os números desmentem totalmente essa versão dos patrões, pois o lucro líquido do setor atingiu o patamar de R$ 59,7 bilhões nos últimos 12 meses findados em junho de 2013, o que representa crescimento de 7% em relação ao mesmo período entre 2011 e 2012 (R$ 55,8 bilhões)”.
“Em 2013, o resultado promete ser melhor ainda, já que o lucro líquido dos seis maiores bancos, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, Bradesco, Santander e HSBC, atingiu R$ 29,6 bilhões, com crescimento de 18,2%, só no primeiro semestre de 2013, em relação ao mesmo período de 2012”, disse o sindicalista.
Dados do Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) apontam que até a última sexta-feira (27), 10.633 unidades de bancos públicos e privados se mantinham de portas fechadas, nos 26 estados da federação e no Distrito Federal.
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