
A taxa Selic subiu 0,5 ponto percentual e agora está em 9,5% ao ano. Esta é a quinta alta consecutiva neste ano e a maior nos últimos 18 meses. O fato mostra que o Copom (Comitê de Política Monetária) cede facilmente à pressão do mercado financeiro, mesmo com a inflação sob controle.
Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) confirmam. Em setembro, o IPCA deixou o patamar dos 6% e, pela primeira vez neste ano, ficou em 5,86%. O índice está dentro da meta do governo e mostra estabilidade da inflação. Portanto, aumentar a Selic é atender apenas aos interesses do sistema financeiro, detentor da dívida pública.
Tem mais, a elevação da taxa básica de juros freia o crescimento econômico, provoca queda na geração de empregos formais que, por sua vez, influencia diretamente na renda das famílias brasileiras. A alta também encarece o crédito e compromete a produção industrial.
A próxima reunião do Copom, última deste ano, está prevista para os dias 26 e 27 de novembro. O pior é que já se especula um novo aumento. Se confirmado, a taxa básica pode encerrar 2013 com dois dígitos, em 10% ao ano. A maior do mundo.
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