
A maioria das bases sindicais do BNB - Ceará, Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Maranhão e Paraíba, Montes Claros (MG - sede do BNB na região), Teixeira de Freitas (BA) e Garanhuns e região (PE) – rejeitaram a proposta apresentada pelo Banco do Nordeste do Brasil no último dia 11 de outubro.
Hoje, serão realizadas assembleias em vários estados. Diante do silêncio do Banco e da ausência de proposta nova, a AFBNB alerta para que as assembleias sejam avaliativas e organizativas - e não deliberativas, portanto -, já que não existe proposta nova e a que existe até então foi rejeitada.
Sigamos mobilizados! A greve é um direito constitucional que assiste aos trabalhadores! Portanto, informações de que após 30 dias pode-se recorrer à justificativa de abandono de emprego não passa de terrorismo. Da mesma forma, não nos deixemos intimidar por atitudes intimidadoras/ameaçadoras como telefonemas e recados para retorno ao trabalho. Ao contrário, denuncie!
Atenção redobrada às pegadinhas do Banco – O Banco está fazendo a sua parte enquanto patrão: encontrando formas de pressionar os trabalhadores a retornarem. A forma correta esperada, no entanto – apresentar uma proposta positiva – está sendo deixada de lado...
Mensagem encaminhada na data de hoje pela diretoria executiva do BNB aos superintendentes e gerentes principais de Unidades, “convocando-os” a participarem da reunião de continuidade dos negócios durante a greve, é um exemplo de forma equivocada de querer encerrar logo a greve.
A mensagem inclusive traz informações equivocadas, truncadas, que podem confundir o trabalhador. Fiquemos espertos! O texto afirma que a proposta “foi aprovada pela maior parte das assembleias realizadas em todo o País na última sexta-feira”, mas se esquece de dizer que no BNB foi rejeitada por AMPLA MAIORIA. Em outro trecho afirma que “a proposta, ressalte-se, tem importantes conquistas para o conjunto de empregados do Banco do Nordeste, destacando-se o reajuste de 8% (1,82% de ganho real) e antecipação da parcela de 60% da PLR no prazo máximo de 10 dias após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho (grifo nosso)”. E desde quando antecipar algo que é um direito é uma conquista? As palavras “conquista” e “PLR” combinariam muito bem em frases como “Distribuição da PLR no BNB será linear”! Isso sim é conquista! Quanto ao ganho real de 1,82%, dispensa comentários. Aliás, que ganho real é esse diante das perdas acumuladas e de um PCR rebaixado, cuja revisão ainda está pendente?
Ainda no comunicado, o Banco informa que “as faltas ocorridas durante o período da greve, até a data de hoje, serão compensadas. A partir de amanhã, inclusive, eventuais ausências não estão cobertas pela Convenção Coletiva de Trabalho e sujeitas a serem comandadas como ‘Ausência Não Abonada’”. A pergunta que fazemos é: se a Convenção Coletiva não foi assinada, com base em que o Banco afirma isso?
Não é por demais lembrar que, no BNB, os motivos permanecem os mesmos do início da greve, com um agravante: a apresentação de uma proposta desrespeitosa aos trabalhadores. Portanto, continuemos fazendo a nossa parte: mobilizados, atentos, cobrando negociação com respostas concretas e positivas e indo às assembleias votar (quando tiver novidades), considerando não apenas os índices econômicos, mas sim o conjunto de reivindicações. A hora é essa!
Queremos negociação já, e com avanços!
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