
O lucro líquido recorrente do Itaú atingiu R$ 11,156 bilhões nos nove primeiros meses de 2013, crescimento de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No material institucional de divulgação dos resultados, o destaque negativo é o que o banco chama de Projeto Eficiência, por meio do qual reduziu o número de trabalhadores de 104.022 em março de 2011 para 87.440 em setembro de 2013 – corte de 16.582 postos de trabalho no período. Ou seja, a extinção de mais de 522 vagas por mês nos 30 meses anteriores. Somente no último ano, de setembro de 2012 a setembro de 2013, a redução foi de quase 3 mil postos de trabalho.
A prova da sobrecarga também está nos números apresentados pelo Projeto Eficiência, que mostra o aumento da produtividade dos trabalhadores que permaneceram na instituição financeira.
Um exemplo é que entre junho de 2011 e setembro de 2013, os ativos por funcionário cresceram 55,6%, de R$ 7 milhões para R$ 11 milhões, respectivamente. A carteira de crédito por funcionário também foi elevada de forma significativa: passou de R$ 3 milhões para R$ 4,8 milhões por funcionário, variação de 44,6% no período.
Contratar é investimento
Mesmo se contratasse mais trabalhadores, o Itaú teria lucro maior. As receitas de prestação de serviços e tarifas bancárias atingiram R$ 17,5 bilhões, com alta de 16%. Assim, somente com estas receitas o banco cobre 156% do total de suas despesas de pessoal. No mesmo período do ano passado a cobertura foi de R$ 147%.
Muitos cifrões
No 3º trimestre, o lucro líquido recorrente do Itaú foi de R$ 4 bilhões, com alta de 17,9% com relação ao 3º trimestre 2012. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido do banco foi de 19,8% em 2013, ante 19,4% no mesmo período do ano passado. No 3º trimestre de 2013 a rentabilidade ficou em 20,9%. O ativo total do banco atingiu R$ 1,1 trilhão em 30 de setembro de 2013, com aumento de 2,4% em relação ao final do trimestre anterior e evolução de 12,8% sobre o ano anterior.
A demonstração de que o trabalho do bancário do Itaú aumenta a cada dia sem mais contratações também está na carteira de crédito do banco, que cresceu 7,5%, atingindo R$ 387,040 bilhões em setembro de 2013. Os destaques de crescimento de pessoa física foram crédito imobiliário, com 34,9%, e consignado, que subiu 64%. No crédito pessoa jurídica o destaque ficou com as grandes empresas, com aumento de 16,9%.
O índice de inadimplência caiu: passou de 5,1% há um ano para 3,9% no 3º trimestre de 2013, queda de 1,2 pontos percentual. Com isso as despesas com Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) caíram 20%, passando de R$ 17,959 bilhões para R$ 14,384 bilhões entre os nove primeiros meses de 2012 e os nove primeiros meses de 2013.
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