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PLANTÃO / SETOR BANCÁRIO

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De olho nos custos, bancos desaceleram abertura de agência

19/11/2013 às 16:39
Folha.com
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Depois de anos de rápida expansão de suas redes de rua, os maiores bancos privados do país reveem seus planos de inauguração de agências - e até dão algumas pistas de encolhimento.

"A prioridade é fazer as atuais agências mais rentáveis. Queremos atingir o equilíbrio desses investimentos", afirmou Carlos Galán, vice-presidente de finanças do Santander Brasil, durante teleconferência com analistas.

A subsidiária do banco espanhol tinha em setembro 35 menos agências do que no início deste ano. Algumas dessas unidades estão passando por reformas para atender o público de mais alta renda, mas o banco não esconde que reviu sua estratégia.

O discurso não é exclusivo do Santander. Outros bancos privados também já dão sinais de que seus planos de abertura de novas unidades foram modificados. Em junho, o Brasil tinha 22.557 agências, valor apenas 1,5% maior do que em dezembro do ano passado, segundo dados do Banco Central.

No lugar de inaugurar uma agência - algo que consome em média R$ 1,5 milhão -, a prioridade dos bancos é tornar as unidades existentes mais rentáveis.

Os bancos prometeram a seus investidores que daqui para frente seus custos devem crescer abaixo da inflação, em meio a ganhos de eficiência. Por isso a escolha por tornar mais lucrativa a rede de agências que já possuem, principalmente em um ano em que o dissídio dos bancários superou o orçamento projetado.

Depois de abrir mil agências em 2011, o Bradesco tem como estratégia torná-las mais rentáveis. Os pontos, abertos para substituir a rede dos Correios perdida para o Banco do Brasil, já conseguem pagar suas despesas, mas ainda não trouxeram o retorno do investimento.

Quando 2013 começou, o Bradesco previa a abertura de 50 agências neste ano, mas deve encerrar o ano com no máximo 20 inaugurações. Por enquanto, está com 11 novas unidades. "Todos os processos têm como foco a eficiência, o menor custo possível. Isso também atrasa o cronograma de aberturas", afirmou Luiz Carlos Angelotti, diretor de relações com investidores do Bradesco.

Com 19 inaugurações neste ano, o Itaú Unibanco também revisou seus planos de aberturas de agências. Em recente encontro com analistas, Marco Bonomi, vice-presidente do Itaú, afirmou que o banco não precisa abrir novas agências se sua base de clientes crescer 5% ao ano até 2015.

"Em média, abrimos 300 mil contas de pessoas físicas por mês, sendo que dois terços vêm de folhas de pagamento de empresas", disse Bonomi, mostrando que mesmo sem agências o banco consegue capturar novos clientes.

O Itaú não fez projeções para um futuro mais distante, mas já avalia uma estratégia que contemple a entrada de novos canais de atendimento. "Em dez anos, teremos clientes que irão muito menos às agências", disse Bonomi.

Dono da maior rede de agências do país, o Banco do Brasil é a instituição de grande porte listada na bolsa de valores que mais abriu pontos neste ano. Foram 54 unidades até setembro. Até dezembro, porém, deve ficar abaixo dos 99 pontos inaugurados em 2012. Procurado pela reportagem, o banco não concedeu entrevista.

Quem mais tem feito inaugurações de agências neste ano é a Caixa Econômica Federal. No ano passado, a instituição estatal estabeleceu um projeto de abrir 2 mil novos pontos até 2015. Só neste ano devem ser 418 agências.

"A estratégia de inaugurações vai ao encontro do plano do banco de se tornar o terceiro maior banco do país em ativos", afirmou Paulo Nergi Boeira de Oliveira, diretor-executivo de estratégia de canais da Caixa.

Espaço para abertura de novas agências é algo que ainda sobra no Brasil. Estudo elaborado pelo Banco Mundial em parceria com o Fundo Monetário Internacional aponta que 44% da população com mais de 15 anos não tem conta corrente. Há oportunidades, portanto, de bancarização. "O Brasil ainda cresce, por isso os bancos têm de pensar em uma base crescente de clientes", disse Messias Esteves, diretor do Itaú.

No curto prazo, porém, é com a própria rede que têm hoje que os bancos estão buscando fazer isso. Das 3.874 agências do Itaú, por exemplo, 453 unidades já funcionam fora do tradicional horário das 10h às 16h.

Segundo André Sapoznik, diretor do Itaú Unibanco, cerca de 30% do fluxo dessas agências já ocorre fora da carga horária tradicional. Com turnos estendidos, os bancos conseguem atender mais clientes sem ter de erguer novas agências.

O uso de correspondentes bancários também permite aos bancos expandir seus negócios sem ter de abrir novos pontos. Dentro da estrutura de padarias e lojas, por exemplo, as instituições conseguem prestar alguns serviços bancários.

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