
O crédito bancário vai crescer a taxas mais moderadas em 2014, prevê o Banco Central, com um avanço projetado em 13%, abaixo dos 14% esperados para 2013. Os bancos públicos vão desacelerar a expansão de suas carteiras, de 21% para 17%, mas uma análise detalhada dos dados mostra que o crescimento seguirá desequilibrado. As instituições oficiais devem responder por dois terços da oferta adicional de crédito projetada pelo BC para 2014. Caso as estimativas se confirmem, eles seguirão ampliando a sua participação de mercado, dos 50,8% observados em novembro para 52,8% em dezembro de 2014, realimentando receios de uma gradual estatização do crédito no país.
Os bancos privados seguirão em 2014 com um crescimento nas carteiras de 10%, no caso das instituições nacionais, e de 8%, no caso das estrangeiras. Para este ano, a projeção do BC é um crescimento de apenas 6% para os nacionais, que basicamente acompanharia a inflação do período, e de 8% dos estrangeiros.
Dados divulgados ontem pelo BC, porém, mostram que o crédito continua a avançar acima do PIB. Neste ano, cresceu de 53,9% para 55,6% do Produto, na comparação entre dezembro de 2012 e de novembro de 2013. E, pelas projeções do BC, o crédito seguirá crescendo acima do PIB em 2014. Sua participação no Produto subiria dos 56% no fim de 2013 e para 58% em 2014. "O crédito continua crescendo de forma significativa, acima do PIB nominal, mas em patamares mais próximos do que se considera sustentáveis", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Túlio Maciel, que apresentou ontem estatísticas do crédito de novembro e as projeções para 2014. "O crédito continuará como um elemento de sustentação do crescimento da economia", disse Maciel.
O desequilíbrio no crescimento do crédito em 2014 ocorrerá não apenas na divisão entre bancos públicos e privados, mas também no tipo de empréstimo. A projeção do BC é que o crédito livre, com juros pactuados em mercado, avance 10% em 2014, pouco acima dos 8% esperados em 2013. Já o crédito direcionado, cujas condições são determinadas pelo governo, vai crescer 17%, projeta o BC. Ficará abaixo dos 24% estimados para 2013, mas numa taxa que equivale ao dobro da projetada para o crédito livre.
Em novembro, o crédito bancário cresceu 1,5%, tomando um novo impulso depois de dois meses mornos - setembro e outubro - em virtude sobretudo da greve dos bancários. Os juros médios cobrados pelos bancos no credito subiram de 19,8% ao ano para 20% ao ano entre outubro e novembro, maior percentual desde junho do ano passado. A alta é reflexo do processo de elevação da Selic, que saiu de 7,25% para 10% ao ano.
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